Toda a gente fala do livro "A arte da guerra" de Sun Tzu, eu pessoalmente gostava de ler um livro sobre "A arte de receber elogios".
Eu que sou uma pessoa bastante despachadita, fico sempre encabulada cada vez que alguém me diz coisas boas a meu respeito.
Adoro! Claro, mas sou suposta responder como?
Agradecer? Parece estúpido e pedante.
Negar? "esperta eu? Tenho o QI de uma máquina de lavar não programável..." ou "gira eu? Tudo maquilhagem, ah! e as maminhas que tu tanto gabas são compradas"
Sorrir apenas? Se vier depois de alguém nos dizer que somos espertíssimas é como se dessemos um tiro no pé, "tão espertinha e nem consegue articular uma frase" ou depois de nos dizerem que somos giras "gira mas burrinha como um calhau"...
Desaparecer? "a tipa não regula"
Responder "tu és mais!" parece voltámos ao secundário
Sinceramente, não tenho resposta. Não sei se existe resposta perfeita...
Por isso decidi, que enquanto não encontrar uma resposta glamorosa e espirituosa, prefiro que não me elogiem, por mais goste, por mais que me insufle o ego...
Ah! Namorados podem... Esses calo-os com beijos ;)
sábado, 25 de dezembro de 2010
I know, it's only rock'n'roll
A pedido, vou tentar explicar porque é que nāo compreendo as pessoas que me insitem em convencer que saem apenas pela música. Sei que me vai custar alguns amargos de boca mas vou correr risco...
Compreendo que nos acabamos sempre por juntar em clubes que passam o género de música da nossa preferência. Eventualmente, todos os caminhos vão lá dar... Sinceramente, acho que isso acontece por todos os motivos menos os musicais.
A música e as nossas escolhas musicais agregam sempre uma data de factores extras: faixa etária, tipo de personalidade, experiências de vida, entre outros.
Todos acreditamos que pessoas que ouvem o nosso género de musica têm mais em comum connosco.
Além disso, secretamente, todos somos um nadinha (ao mais que isso) snobs em termos musicais, o tipo de música que ouvimos é superior aos demais e todos os outros andam desviados do "caminho certo".
Agora respondam-me sinceramente, mesmo estando num clube que passe o vosso tipo de música, quantos podem garantir que a música que passou na noite foi TODA perfeita? Não houve nenhuma que tivessem passado? Nenhuma que detestassem? (estas perguntas não são válidas para os DJs)
Arrisco-me a responder: ninguém...
Se quisesse ouvir uma playlist totalmente de acordo com a minha preferência abria o itunes ou youtube e construia eu em casita. Não vou sair com esperança que isso aconteça numa discoteca.
Saio para falar com as pessoas: ver amigos, estar com amigos, conhecer pessoas interessantes. Somos jovens, gostamos de música parecida, o clima é de festa... a coisa têm tudo para correr de feição. Isso sim, parece-me um motivo válido! Se fosse pela música, fica em casa com as minhas playlists ou tornava-me DJ. Ah... Música perfeita...
Vá lá! Menos fundamentalismo, mais empatia sff... Já que saem aproveitem aquilo que não têm em casa, a diversidade humana em todo o seu esplendor!! E um vodka laranja, já agora...
Compreendo que nos acabamos sempre por juntar em clubes que passam o género de música da nossa preferência. Eventualmente, todos os caminhos vão lá dar... Sinceramente, acho que isso acontece por todos os motivos menos os musicais.
A música e as nossas escolhas musicais agregam sempre uma data de factores extras: faixa etária, tipo de personalidade, experiências de vida, entre outros.
Todos acreditamos que pessoas que ouvem o nosso género de musica têm mais em comum connosco.
Além disso, secretamente, todos somos um nadinha (ao mais que isso) snobs em termos musicais, o tipo de música que ouvimos é superior aos demais e todos os outros andam desviados do "caminho certo".
Agora respondam-me sinceramente, mesmo estando num clube que passe o vosso tipo de música, quantos podem garantir que a música que passou na noite foi TODA perfeita? Não houve nenhuma que tivessem passado? Nenhuma que detestassem? (estas perguntas não são válidas para os DJs)
Arrisco-me a responder: ninguém...
Se quisesse ouvir uma playlist totalmente de acordo com a minha preferência abria o itunes ou youtube e construia eu em casita. Não vou sair com esperança que isso aconteça numa discoteca.
Saio para falar com as pessoas: ver amigos, estar com amigos, conhecer pessoas interessantes. Somos jovens, gostamos de música parecida, o clima é de festa... a coisa têm tudo para correr de feição. Isso sim, parece-me um motivo válido! Se fosse pela música, fica em casa com as minhas playlists ou tornava-me DJ. Ah... Música perfeita...
Vá lá! Menos fundamentalismo, mais empatia sff... Já que saem aproveitem aquilo que não têm em casa, a diversidade humana em todo o seu esplendor!! E um vodka laranja, já agora...
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Bom Natal!
A minha melhor maneira de vos desejar Bom Natal é publicar a receita do meu cocktail preferido, mesmo apropriado para a época....
A receita original foi criada em Veneza num bar chamado Harry's Bar. A receita original era feita com Puré de Pêssegos Brancos e Vinho Italiano Branco Espumante.
Actualmente, o Vinho Branco Italiano é normalmente substituído por Espumante Convencional (champagne se estiverem muito formais) e aos Pêssegos já nao se pede que sejam brancos...
Deixo ao vosso critério!
Vamos por partes: um quarto de puré de pêssegos e o restante de vinho espumante...
O resultado é um copo elegante, perfeito para acompanhar o Black Dress Natalício e a carinha angelical que se usa em família.
Cheers!!
Bellini
A receita original foi criada em Veneza num bar chamado Harry's Bar. A receita original era feita com Puré de Pêssegos Brancos e Vinho Italiano Branco Espumante.
Actualmente, o Vinho Branco Italiano é normalmente substituído por Espumante Convencional (champagne se estiverem muito formais) e aos Pêssegos já nao se pede que sejam brancos...
Deixo ao vosso critério!
Vamos por partes: um quarto de puré de pêssegos e o restante de vinho espumante...
O resultado é um copo elegante, perfeito para acompanhar o Black Dress Natalício e a carinha angelical que se usa em família.
Cheers!!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Sair à noite?
São 3h da manhã de quinta-feira, está um frio glaciar lá fora, ventos de rajada e chove. Cá dentro a discoteca está à pinha.
Porquê?
Vou tentar descrever os motivos que eu identifico, apesar de a maioria das pessoas sair por um conjunto de motivos e nāo apenas por um.
Talvez haja mais mas acho que estes resumem bem a maioria...
Milan Kundera é que a sabia toda. O que nos faz sair à noite quer estejam 0º ou 40º é a Solidão, a Identidade ou a Insustentável leveza... nas pernas...
Porquê?
Vou tentar descrever os motivos que eu identifico, apesar de a maioria das pessoas sair por um conjunto de motivos e nāo apenas por um.
- Engate: tinha que ser o primeiro e é sempre o que todos mencionam (ou secretamente anseiam). Alguns procuram relações outros apenas sexo mas com alguma experiência, todos sabemos que a maioria acaba numa "one night stand" ou várias...
- Música: acho este grupo misterioso, gostava se me permitirem, em aprofundá-lo noutra ocasiāo...
- Dança: mais honestos, eu própria acho que caio neste grupo, a dança é um óptimo cardio, contudo, há pessoas que a usam como "ritual de acasalamento" neste caso devem ir para o primeiro grupo.
- Perdiçāo: saem para estar em "contacto" com tudo o que é ilícito ou licitamente reprovável. Do I need to say more? Não condenem, nem reprovem, quantos já apanharam um pifo memorável por aí?? Se não se lembram há sempre alguma criatura caridosa que recorda os factos com exactidão...
- Ego: que os há... Há! Gostam de exercitar o acto da sedução, só para mostrar que ainda sāo capazes. Se for para mais que isso pertencem ao primeiro grupo.
- Bando: sempre saíram em bando e agora têm a desculpa ideal para tirarem um timeout da cara-metade, sem necessitarem de desculpas elaboradas...
- Voadores do ninho: ainda moram com os pais, portanto qualquer desculpa é boa para "bater as asas"...
- Escapistas ou teatrais: querem fugir à realidade criando a "personagem dos copos", estes fazem um timeout a eles próprios.
- Noctívagos que não gostam de TV: também compreendo muito bem, como recém-solteira admito que há noites em que a solidāo em casa se torna espessa e ter a TV como companhia é sempre deprimente.
Talvez haja mais mas acho que estes resumem bem a maioria...
Milan Kundera é que a sabia toda. O que nos faz sair à noite quer estejam 0º ou 40º é a Solidão, a Identidade ou a Insustentável leveza... nas pernas...
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