segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A Estupidez é um mal necessàrio

Adoro o paradoxo: quanto maior o QI mais estupidos nos sentimos.

Portanto, ou somos estupidos ou sentimo-nos como tal... agora da estupidez ninguém nos livra!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Parem de dizer que sou gira sff

Toda a gente fala do livro "A arte da guerra" de Sun Tzu, eu pessoalmente gostava de ler um livro sobre "A arte de receber elogios".
Eu que sou uma pessoa bastante despachadita, fico sempre encabulada cada vez que alguém me diz coisas boas a meu respeito.


Adoro! Claro, mas sou suposta responder como?

Agradecer? Parece estúpido e pedante.

Negar? "esperta eu? Tenho o QI de uma máquina de lavar não programável..." ou "gira eu? Tudo maquilhagem, ah! e as maminhas que tu tanto gabas são compradas"

Sorrir apenas? Se vier depois de alguém nos dizer que somos espertíssimas é como se dessemos um tiro no pé, "tão espertinha e nem consegue articular uma frase" ou depois de nos dizerem que somos giras "gira mas burrinha como um calhau"...

Desaparecer? "a tipa não regula"

Responder "tu és mais!" parece voltámos ao secundário

Sinceramente, não tenho resposta. Não sei se existe resposta perfeita...
Por isso decidi, que enquanto não encontrar uma resposta glamorosa e espirituosa, prefiro que não me elogiem, por mais goste, por mais que me insufle o ego...

Ah! Namorados podem... Esses calo-os com beijos ;)

I know, it's only rock'n'roll

A pedido, vou tentar explicar porque é que nāo compreendo as pessoas que me insitem em convencer que saem apenas pela música. Sei que me vai custar alguns amargos de boca mas vou correr risco...

Compreendo que nos acabamos sempre por juntar em clubes que passam o género de música da nossa preferência. Eventualmente, todos os caminhos vão lá dar... Sinceramente, acho que isso acontece por todos os motivos menos os musicais.


A música e as nossas escolhas musicais agregam sempre uma data de factores extras: faixa etária, tipo de personalidade, experiências de vida, entre outros.
Todos acreditamos que pessoas que ouvem o nosso género de musica têm mais em comum connosco.

Além disso, secretamente, todos somos um nadinha (ao mais que isso) snobs em termos musicais, o tipo de música que ouvimos é superior aos demais e todos os outros andam desviados do "caminho certo".

Agora respondam-me sinceramente, mesmo estando num clube que passe o vosso tipo de música, quantos podem garantir que a música que passou na noite foi TODA perfeita? Não houve nenhuma que tivessem passado? Nenhuma que detestassem? (estas perguntas não são válidas para os DJs)
Arrisco-me a responder: ninguém...

Se quisesse ouvir uma playlist totalmente de acordo com a minha preferência abria o itunes ou youtube e construia eu em casita. Não vou sair com esperança que isso aconteça numa discoteca.
Saio para falar com as pessoas: ver amigos, estar com amigos, conhecer pessoas interessantes. Somos jovens, gostamos de música parecida, o clima é de festa... a coisa têm tudo para correr de feição. Isso sim, parece-me um motivo válido! Se fosse pela música, fica em casa com as minhas playlists ou tornava-me DJ. Ah... Música perfeita...

Vá lá! Menos fundamentalismo, mais empatia sff... Já que saem aproveitem aquilo que não têm em casa, a diversidade humana em todo o seu esplendor!! E um vodka laranja, já agora...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Be happy

Bom Natal!

A minha melhor maneira de vos desejar Bom Natal é publicar a receita do meu cocktail preferido, mesmo apropriado para a época....

Bellini

A receita original foi criada em Veneza num bar chamado Harry's Bar. A receita original era feita com Puré de Pêssegos Brancos e Vinho Italiano Branco Espumante.

Actualmente, o Vinho Branco Italiano é normalmente substituído por Espumante Convencional (champagne se estiverem muito formais) e aos Pêssegos já nao se pede que sejam brancos...

Deixo ao vosso critério!

Vamos por partes: um quarto de puré de pêssegos e o restante de vinho espumante...

O resultado é um copo elegante, perfeito para acompanhar o Black Dress Natalício e a carinha angelical que se usa em família.

Cheers!!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sair à noite?

São 3h da manhã de quinta-feira, está um frio glaciar lá fora, ventos de rajada e chove. Cá dentro a discoteca está à pinha.
Porquê?

Vou tentar descrever os motivos que eu identifico, apesar de a maioria das pessoas sair por um conjunto de motivos e nāo apenas por um.

  • Engate: tinha que ser o primeiro e é sempre o que todos mencionam (ou secretamente anseiam). Alguns procuram relações outros apenas sexo mas com alguma experiência, todos sabemos que a maioria acaba numa "one night stand" ou várias...
  • Música: acho este grupo misterioso, gostava se me permitirem, em aprofundá-lo noutra ocasiāo...
  • Dança: mais honestos, eu própria acho que caio neste grupo, a dança é um óptimo cardio, contudo, há pessoas que a usam como "ritual de acasalamento" neste caso devem ir para o primeiro grupo.
  • Perdiçāo: saem para estar em "contacto" com tudo o que é ilícito ou licitamente reprovável. Do I need to say more? Não condenem, nem reprovem, quantos já apanharam um pifo memorável por aí?? Se não se lembram há sempre alguma criatura caridosa que recorda os factos com exactidão...
  • Ego: que os há... Há! Gostam de exercitar o acto da sedução, só para mostrar que ainda sāo capazes. Se for para mais que isso pertencem ao primeiro grupo.
  • Bando: sempre saíram em bando e agora têm a desculpa ideal para tirarem um timeout da cara-metade, sem necessitarem de desculpas elaboradas...
  • Voadores do ninho: ainda moram com os pais, portanto qualquer desculpa é boa para "bater as asas"...
  • Escapistas ou teatrais: querem fugir à realidade criando a "personagem dos copos", estes fazem um timeout a eles próprios.
  • Noctívagos que não gostam de TV: também compreendo muito bem, como recém-solteira admito que há noites em que a solidāo em casa se torna espessa e ter a TV como companhia é sempre deprimente.

Talvez haja mais mas acho que estes resumem bem a maioria...

Milan Kundera é que a sabia toda. O que nos faz sair à noite quer estejam 0º ou 40º é a Solidão, a Identidade ou a Insustentável leveza... nas pernas...

Coisas da Moda

Sendo assumidamente fashion victim achei por bem sucumbir à gripe da moda...

Daí esta minha "ausenciazinha".... com a febre a fazer estoirar neurónios como pipocas, não sobrava nenhum para construir frases...

I'm back! :)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Padrões

Segundo algumas teorias nós somos levados a escolher os nossos companheiros mediante um padrão. Esse padrão é uma "consequência" de experiências do passado que nos marcaram.

Já ando a pensar nisso há algum tempo para tentar determinar qual é o meu padrão.

Recentemente tudo fez sentido, agregando as conversas e experiências dos meus amigos (sim, é bom deixar isto na terceira pessoa) vou mais longe.

Não há um padrão por pessoa, isso seria um desperdício de combinações, há sim dois padrões que funcionam com quase todas as pessoas.

São eles:
- As pessoas que gostamos mas que não gostam de nós ou não nos tratam como merecemos
- e as pessoas que gostam de nós, que em menos de ápice rotulamos de chatas ou opressivas.

Sou, ou não sou uma rapariga prática?

PS: é claro que há sempre 5% de sacanitas que não se enquadram em nenhuma das opções anteriores. Penso neles como produto do Truman Show (figurantes pagos por uma criatura maquiavélica) que só existem para nos "atazanarem"!!

Shoe miracle

Cada vez que decido fazer uma shoe shopping em Lisboa fico com um certo amargo de boca.
Se quero coisas diferentes das usuais, tenho que me preparar psicologicamente para "escavacar" o limite de crédito do cartão.
Mesmo os sapatos menos convencionais já estão mais batidos que sapatos vintage.

Por isso, escuso de vos dizer, que as lágrimas me vieram aos olhos quando descobri o Jeffrey Campbell. Sapatos completamente fora do comum, baratos e entregam em Portugal.
Comovidas também?

1, 2, 3, compras...


Sapatos da imagem - 122 €

sábado, 18 de dezembro de 2010

Anti-"ralações"


Em conversa com um ex de algum tempo atrás, comprovei aquilo que o mundo me tem dito e eu tenho sempre negado: sou do contra.
Não com aquele exemplo que todas as pessoas dão... se é azul não faz sentido que é de outra cor qualquer.
O meu “contraísmo” aparece naquilo onde ninguém espera, nas ligações efectivas.

Sempre que começo uma ligação com uma nova pessoa a única coisa que tenho bem presente na memória são as relações que não quero ter.
Os exemplos dos meus pais, dos meus avós, com todos os meus exs, trilham o caminho por onde nunca irei deixar que a minha relação actual enverede.


Se assim é, parece que andamos no mundo apenas para arrecadar o máximo de maus exemplos possível. Então quando acertamos? Quando tivermos feito todos os erros determinados? Nesse caso o nosso objectivo deveria ser ter o máximo de péssimas relações possível para descobrirmos mais cedo a relação ideal?
Por esta lógica desde que nascemos, vivemos numa corrida frenética para o disparate, o que amealhar mais erros tem o prémio de descobrir o “certo” mais rápido que outros!

Portanto, se vives constantemente a queixar-te da tua falta de sorte aos amores e das tuas relações frustantes alegra-te, se já acumulaste um número considerável de falhanços o mais provável é estares quase a chegar ao prémio final.

Esta teoria de “ralações” amorosas tem um “je ne sais quoi” de carrinhos de choque... mas torna os nossos desaires amorosos carregadinhos de significado... mais uma ficha mais uma volta?

Bom, acho que acabei de arranjar material para três sessões de psicoterapia...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A "alma" dos sapatos

Segundo o meu sapateiro é possível destruir a "alma" dos sapatos, depois disto quem consegue afirmar que os sapatos não têm sentimentos???

Ciúmes

Todas as pessoas ficam muito intrigadas quando eu digo “eu não tenho ciúmes”.
Para a maioria das pessoas não ter ciúmes equivale a não gostar da pessoa com que se está e não ter medo de a perder...
No meu caso, nada de mais errado...

Posso amar loucamente a pessoa com que estou, mas tenho o bom senso suficiente para saber que até é mais provável que uma “facadinha” aconteça nas minhas costas do que mesmo à minha frente.

Também sou violentamente contra os homens mulherengos. Se qualquer mulher com mais ou menos esforço pode tê-lo, o que me torna especial em tê-lo como meu parceiro??

Gosto dos homens como gosto de couture, quanto mais exclusivos melhor...

Miss Sixty ou a arte da Caça

Ontem foi o evento da revista Happy na loja da Miss Sixty. Durante o período das 19h30 às 22h30 todos os artigos da loja tinham um desconto de 50%.
Por entre makeovers de cabelos, maquilhagens, sushi, cocktails e ofertas, lá andava um bando de mulheres e homens em fúria...

Se se quisesse entrar em contacto com o instinto de caçador hoje era o dia ideal.
Não se caçava só roupa, se é isso que pensam, caçava-se assistentes de loja, comida, bebidas, tentava-se gladiar “presas” com os restantes caçadores...
Para quem, como eu, andava com nostalgia da época de saldos, foi como ir direitinha para a primeira semana de saldos da Zara.

Como boa caçadora, que admito que sou, fui à loja com dois dias de antecedência para averiguar se era uma caçada que valia a pena participar... ali, bem na primeira prateleira quando se desce as escadas, lá estavam elas... uma botas pretas estilo motard que ficavam “risqué”-cool com os meus vestidos preppy... amor à primeira vista, com homens nunca me aconteceu.... mas com sapatos.... *ai ai*
Estava entusiasmada, como tinha uma marcação perto da alameda, decidi alterar os planos... em vez de ir à loja onde me apaixonei, decidi ir a a uma loja mais próxima, a do Saldanha...

Quando cheguei lá, eram aproximadamente 19h45, não conseguia acreditar no que via... eram dezenas de pessoas a correr e a tentar pegar em tudo o que viam... botas? nem vê-las... perdi o ânimo... peguei num copo de rosé e em vários pedacinhos de sushi... olhei, procurei, investiguei e nada de assistentes de loja...
Após um copo de rosé, lá vi um assistente por detrás de uma pilha de caixas de sapatos, chamei-o e ele olhou para mim como se eu fosse o diabo “só um momento, venho ter consigo já a seguir”...
Mais sushi... espreitar para baixo das prateleiras e nada de botas...

Lancei ao assistente o meu olhar número 33, aquele que guardo para ocasiões especiais. Funcionou, “posso ajudá-la?”. lá lhe descrevi as botas o melhor que pude mas nada... naquela loja não havia.

Como boa estratega, decidi mudar o jogo, fiz um pratinho de sushi-to-go e decidi correr para a loja do Chiado.
Mesmo caos, mesma manada frenética... mas no meio daquela entropia lá estavam elas na prateleira onde as tinha visto na primeira vez... número? um abaixo, bolas...



Tinha que caçar mais um assistente de loja mas agora já tinha experiência e com tanto sushi e vinho muito mais “lata”...
Quase entrei dentro do esconderijo da loja onde guardam os sapatos, mas graças a Deus nasci com pés diferentes de 37, portanto o número 39 estava lá à minha espera... Vitória!! Consegui!!!

Botas - 169 €

Pensam que a história acaba aqui? Enganam-se, ainda me faltava uma hora para conseguir pagá-las... exacto, uma hora contadinha pelo relógio....
Já não tinha pachorra para arranjar o cabelo nem para fazer uma maquilhagem xpto mas consegui o meu propósito...

A iniciativa foi boa mas gostava de deixar a sugestão... da próxima vez, por favor, contratem mais pessoas...

Aproveito para vos mostrar o meu top de coisa Miss Sixty para ter debaixo de olho. 
Caso se lembrem de alguma boa acção que fizeram durante o ano que mereça uma adenda à carta ao pai Natal ou queiram marcar artigos para a caçada da época de saldos... enjoy it...



Vestido 569€ (pregadeira não incluída)

 
Vestido cai-cai - 329 €

Vestido cai-cai de pele - 139 €

Vestido dourado - 139 €