Se vivessemos na época em que os nossos pais eram mais novos esta seria a altura em que as lojas fechavam para balanço.
Por altura do Natal, fizemos uma lista com as coisas boas que fizemos durante o ano com a esperança que isso nos concedesse o iPhone 4. Agora chegou a altura de avaliar o que correu pior durante o ano e traçar o nosso rumo para o ano que vem.
Ou seja, está na altura de fecharmos para balanço a nossa vida pessoal... 'bora... temos poucos dias para descobrir a pólvora: o que falhou no ano que està a acabar e redefinir objectivos para o ano que vem.
Sou fã de listas, adoro escrever o que me proponho a fazer no ano seguinte e com o mesmo rigor, quase matemático, determino a percentagem de concretização do objectivo.
Se a percentagem for baixa, podemos copiar os políticos e culpar a crise e a economia externa. Seja como for, se está escrito não nos podemos esquivar.
Vou agora analisar a minha lista... Já sei que os resultados não vão ser positivos e me vão deixar com uma nuvem negra até ao ano que vem... Well, vem aí um ano novinho em folha com uma nova lista de objectivos e sempre a esperança que este é que vai ser...
Entretanto ligo a televisão e analiso os factores externos: aumento dos impostos, FMI, aumento da EDP, etc, etc...
2012 é que vai ser! Vamos já esquecer o ano que vem e traçar objectivos para o ano seguinte com a nossa lista de objectivos e sempre a esperança que esse é que vai ser...
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Bodas (a cerimónia em si)
A minha opinião sobre bodas é, no mínimo, polémica...
Antes de mais, não me interpretem mal, adoro ver os meus amigos felizes. Fico sinceramente feliz quando os vejo assentarem com alguém... este post é sobre a cerimónia em si, não sobre o acto de se casarem...
Ok... detesto ser convidada para casamentos. Por mais chegada que a pessoa que me convida me seja acho a cerimónia... uma seca.
Ficamos horas sentados numa mesa a alimentar-nos, por vezes temos a sorte de nos calharem pessoas interessantes para conversar... outras vezes é um desespero. Nunca temos tempo para conversar com o noivo/noiva por estes estão demasiados empenhados para que o protocolo seja seguido ou a dar atenção ás centenas de pessoas que convidaram.
Depois há rituais que me deixam louca, as 3 horas de fotografias, leiloar coisas, bater com talheres nos pratos, os carros a buzinarem, a banda pirosa de covers...
Para além do facto, entre presentes, cabelo, roupa e afins, gasta-se o equivalente a um fim-de-semana numa capital europeia.
Admito, invento sempre uma desculpa porque tenho vergonha de dizer a verdade, "detesto bodas", "Fico imensamente feliz por vocês mas entre 200 pessoas vocês nem vão notar a minha falta, right?".
Quando quis casar, fugi para Las Vegas e casei-me. Só nós os dois, sem stress e sem obrigar ninguém a correr para cabeleireiros e lavandarias. Se quisessem atestar o meu estado de felicidade podiam sempre consultar as fotografias online.
Sou um monstro sem sentimentos? ou existe por aí mais alguém que, como eu, acha que o casamento é a dois e não a duzentos?
Antes de mais, não me interpretem mal, adoro ver os meus amigos felizes. Fico sinceramente feliz quando os vejo assentarem com alguém... este post é sobre a cerimónia em si, não sobre o acto de se casarem...
Ok... detesto ser convidada para casamentos. Por mais chegada que a pessoa que me convida me seja acho a cerimónia... uma seca.
Ficamos horas sentados numa mesa a alimentar-nos, por vezes temos a sorte de nos calharem pessoas interessantes para conversar... outras vezes é um desespero. Nunca temos tempo para conversar com o noivo/noiva por estes estão demasiados empenhados para que o protocolo seja seguido ou a dar atenção ás centenas de pessoas que convidaram.
Depois há rituais que me deixam louca, as 3 horas de fotografias, leiloar coisas, bater com talheres nos pratos, os carros a buzinarem, a banda pirosa de covers...
Para além do facto, entre presentes, cabelo, roupa e afins, gasta-se o equivalente a um fim-de-semana numa capital europeia.
Admito, invento sempre uma desculpa porque tenho vergonha de dizer a verdade, "detesto bodas", "Fico imensamente feliz por vocês mas entre 200 pessoas vocês nem vão notar a minha falta, right?".
Quando quis casar, fugi para Las Vegas e casei-me. Só nós os dois, sem stress e sem obrigar ninguém a correr para cabeleireiros e lavandarias. Se quisessem atestar o meu estado de felicidade podiam sempre consultar as fotografias online.
Sou um monstro sem sentimentos? ou existe por aí mais alguém que, como eu, acha que o casamento é a dois e não a duzentos?
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
A Estupidez é um mal necessàrio
Adoro o paradoxo: quanto maior o QI mais estupidos nos sentimos.
Portanto, ou somos estupidos ou sentimo-nos como tal... agora da estupidez ninguém nos livra!
Portanto, ou somos estupidos ou sentimo-nos como tal... agora da estupidez ninguém nos livra!
sábado, 25 de dezembro de 2010
Parem de dizer que sou gira sff
Toda a gente fala do livro "A arte da guerra" de Sun Tzu, eu pessoalmente gostava de ler um livro sobre "A arte de receber elogios".
Eu que sou uma pessoa bastante despachadita, fico sempre encabulada cada vez que alguém me diz coisas boas a meu respeito.
Adoro! Claro, mas sou suposta responder como?
Agradecer? Parece estúpido e pedante.
Negar? "esperta eu? Tenho o QI de uma máquina de lavar não programável..." ou "gira eu? Tudo maquilhagem, ah! e as maminhas que tu tanto gabas são compradas"
Sorrir apenas? Se vier depois de alguém nos dizer que somos espertíssimas é como se dessemos um tiro no pé, "tão espertinha e nem consegue articular uma frase" ou depois de nos dizerem que somos giras "gira mas burrinha como um calhau"...
Desaparecer? "a tipa não regula"
Responder "tu és mais!" parece voltámos ao secundário
Sinceramente, não tenho resposta. Não sei se existe resposta perfeita...
Por isso decidi, que enquanto não encontrar uma resposta glamorosa e espirituosa, prefiro que não me elogiem, por mais goste, por mais que me insufle o ego...
Ah! Namorados podem... Esses calo-os com beijos ;)
Eu que sou uma pessoa bastante despachadita, fico sempre encabulada cada vez que alguém me diz coisas boas a meu respeito.
Adoro! Claro, mas sou suposta responder como?
Agradecer? Parece estúpido e pedante.
Negar? "esperta eu? Tenho o QI de uma máquina de lavar não programável..." ou "gira eu? Tudo maquilhagem, ah! e as maminhas que tu tanto gabas são compradas"
Sorrir apenas? Se vier depois de alguém nos dizer que somos espertíssimas é como se dessemos um tiro no pé, "tão espertinha e nem consegue articular uma frase" ou depois de nos dizerem que somos giras "gira mas burrinha como um calhau"...
Desaparecer? "a tipa não regula"
Responder "tu és mais!" parece voltámos ao secundário
Sinceramente, não tenho resposta. Não sei se existe resposta perfeita...
Por isso decidi, que enquanto não encontrar uma resposta glamorosa e espirituosa, prefiro que não me elogiem, por mais goste, por mais que me insufle o ego...
Ah! Namorados podem... Esses calo-os com beijos ;)
I know, it's only rock'n'roll
A pedido, vou tentar explicar porque é que nāo compreendo as pessoas que me insitem em convencer que saem apenas pela música. Sei que me vai custar alguns amargos de boca mas vou correr risco...
Compreendo que nos acabamos sempre por juntar em clubes que passam o género de música da nossa preferência. Eventualmente, todos os caminhos vão lá dar... Sinceramente, acho que isso acontece por todos os motivos menos os musicais.
A música e as nossas escolhas musicais agregam sempre uma data de factores extras: faixa etária, tipo de personalidade, experiências de vida, entre outros.
Todos acreditamos que pessoas que ouvem o nosso género de musica têm mais em comum connosco.
Além disso, secretamente, todos somos um nadinha (ao mais que isso) snobs em termos musicais, o tipo de música que ouvimos é superior aos demais e todos os outros andam desviados do "caminho certo".
Agora respondam-me sinceramente, mesmo estando num clube que passe o vosso tipo de música, quantos podem garantir que a música que passou na noite foi TODA perfeita? Não houve nenhuma que tivessem passado? Nenhuma que detestassem? (estas perguntas não são válidas para os DJs)
Arrisco-me a responder: ninguém...
Se quisesse ouvir uma playlist totalmente de acordo com a minha preferência abria o itunes ou youtube e construia eu em casita. Não vou sair com esperança que isso aconteça numa discoteca.
Saio para falar com as pessoas: ver amigos, estar com amigos, conhecer pessoas interessantes. Somos jovens, gostamos de música parecida, o clima é de festa... a coisa têm tudo para correr de feição. Isso sim, parece-me um motivo válido! Se fosse pela música, fica em casa com as minhas playlists ou tornava-me DJ. Ah... Música perfeita...
Vá lá! Menos fundamentalismo, mais empatia sff... Já que saem aproveitem aquilo que não têm em casa, a diversidade humana em todo o seu esplendor!! E um vodka laranja, já agora...
Compreendo que nos acabamos sempre por juntar em clubes que passam o género de música da nossa preferência. Eventualmente, todos os caminhos vão lá dar... Sinceramente, acho que isso acontece por todos os motivos menos os musicais.
A música e as nossas escolhas musicais agregam sempre uma data de factores extras: faixa etária, tipo de personalidade, experiências de vida, entre outros.
Todos acreditamos que pessoas que ouvem o nosso género de musica têm mais em comum connosco.
Além disso, secretamente, todos somos um nadinha (ao mais que isso) snobs em termos musicais, o tipo de música que ouvimos é superior aos demais e todos os outros andam desviados do "caminho certo".
Agora respondam-me sinceramente, mesmo estando num clube que passe o vosso tipo de música, quantos podem garantir que a música que passou na noite foi TODA perfeita? Não houve nenhuma que tivessem passado? Nenhuma que detestassem? (estas perguntas não são válidas para os DJs)
Arrisco-me a responder: ninguém...
Se quisesse ouvir uma playlist totalmente de acordo com a minha preferência abria o itunes ou youtube e construia eu em casita. Não vou sair com esperança que isso aconteça numa discoteca.
Saio para falar com as pessoas: ver amigos, estar com amigos, conhecer pessoas interessantes. Somos jovens, gostamos de música parecida, o clima é de festa... a coisa têm tudo para correr de feição. Isso sim, parece-me um motivo válido! Se fosse pela música, fica em casa com as minhas playlists ou tornava-me DJ. Ah... Música perfeita...
Vá lá! Menos fundamentalismo, mais empatia sff... Já que saem aproveitem aquilo que não têm em casa, a diversidade humana em todo o seu esplendor!! E um vodka laranja, já agora...
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