domingo, 13 de março de 2011

I smell you

Se há uma coisa que me tira do sério é o teu cheiro.

Sei perfeitamente que não são as feromonas, é o teu eau de parfum.

Estou tentada a mandar-te um SMS a perguntar qual é a marca...
Depois, tenho a certeza, que perdia horas nas perfumarias a cheirar o frasco e a imaginar as coisas que vivemos juntos.

Mesmo quando jurei a pés juntos que te ía resistir, senti o teu cheiro e atirei as minhas intenções para a sarjeta.

O teu cheiro funciona para mim como uma espécie de botão "on". Despoleta em mim qualquer reacção química fora de controlo.

Se há quem diga que sou uma espécie de bomba-relógio com pernas, o teu cheiro é definitivamente o meu detonador... Como se precisasse de um...

Quando sai da tua boca as maiores barbaridades, uma pequena "brisa" atenua a minha vontade de te mandar pastar.

Posso tentar esquecer-te mas resistir ao teu cheiro é muito mais complicado!




Devia haver uma lei que obrigasse alguém, sempre que acaba um relacionamento, a trocar de perfume.
É injusto para o ex, sentir o odor ao tempo que passaram juntos, sem poder prolongar o aroma da relação.

Penso que resolvi o problema!

Vou comprar o teu perfume e oferecê-lo a todos os meus amigos mais chegados. Desta maneira pode ser que fique imune, logo, curada...

A chatice é que na pele deles o teu perfume cheira diferente...

Já sei! Vou mudar a alimentação dos meus amigos, assim, pode ser que a reacção química ao teu perfume seja semelhante e me liberte desta dependência olfactiva     para sempre!

terça-feira, 8 de março de 2011

É a maldita criatividade que nos lixa a cabeça...

Estou convicta, perdoem-me a certeza, que o grande problema das relações humanas é fruto da nossa criatividade. Se fossemos mais factuais e menos criativos não havia tantas separações!

Ora vejamos, ninguém se apaixona pela pessoa com que anda. Todos nos apaixonamos pela imagem que fazemos da pessoa... nunca pela pessoa real.

Portanto, a nossa criatura amada não vai fazer mais do que nos desiludir todos os dias, porque:
1. Não consegue entrar no nosso cérebro e saber exactamente aquilo que nós idealizamos para si.
2. Porque, mesmo que o conseguisse fazer, deixava de ser a pessoa real e passa a ser outra pessoa qualquer...
3. Porque as pessoas não mudam (irei explicar mais à frente)!

Creio que vivemos na evolução Darwiniana da alegoria da caverna de Platão. Ainda estamos na fase em que olhamos para as sombras projectadas na caverna, mas em vez de ver a sombra da estatueta da mula vemos um belo unicórnio.
A vida é demasiado cinzenta para vermos apenas uma mula! Precisamos de alguma magia!


É assim: vemos os nossos parceiros, no início, como criaturas mitológicas incapazes de ter quaisquer defeitos.
Quem consegue manter esta fasquia tão elevada?

Mas também gostava de colocar a seguinte questão: se víssemos os nossos parceiros tal e qual como são apaixonávamo-nos na mesma?

Incentivamos as crianças para desenvolveram a criatividade com o argumento de que é importante para a sua evolução intelectual mas será mesmo assim?
Não se deviam cingir apenas à idade dos porquês?

Aplicando esta teoria de uma forma mais avançada: será que as pessoas realmente mudam ou só muda a forma como as vemos?

Se formos consistentes, a resposta é que as pessoas não mudam, portanto, se tivéssemos visto essa criatura da forma certa não teríamos quaisquer ilusões ou desilusões.

Assim, concluo que é a criatividade que nos arruína o espírito não é propriamente o amor...

terça-feira, 1 de março de 2011

Injustiça na lei laboral!!!

Injustiça na lei laboral!!!

Para além de todos os pontos apontados pela oposição, que têm justificado toda esta roda-viva de greves, há uma injustiça que tem escapado à maioria das pessoas: a licença de matrimónio!

Não é que aqueles 15 dias não dêem jeito... o problema é que eles espelham uma necessidade ainda mais pertinente: a necessidade de existir uma licença de divórcio!

Quantas vezes não vimos colegas a tratarem outros colegas com condescedência porque, coitados, eles estão a separar-se.

Nessa fase, está mais ou menos instituído que temos direito a ter um feitio irrascível, olheiras até ao chão e (com base na gravidade da separação) hálito a álcool.

Digam lá, estas "criaturas zombies" não deviam andar por aí a fazer apenas aquilo que lhes dá na real gana?
Não era preferível dar-lhes tempo para lamberem as feridas? Gozarem uma segunda adolescência? Perderem-se na irresponsabilidade e no deboche?

Até porque passado uns tempos fartavam-se da vida desregrada e até conseguiam ver os benefícios do matrimónio (a doce e tranquila estabilidade)... assim ficavam mais mentalizados para se comprometerem de novo.

Mas não, obrigá-los a suportar a vida real com os sonos trocados e o coração desfeito, só lhes vai lembrar da conturbada época do divórcio e assustá-los com a ideia de voltar a passar por isso de novo... ou seja, vão ter muuuuuuiitas dificuldades em passar pelo altar de novo.

Menos uniões implica menos bebés. Menos bebés, a longo prazo, implica envelhecimento da população. População envelhecida implica falência na segurança social, entre outros factores de fundo!


Ok, ok, há uma crise.
Não se pode dar "timeouts" aos colaboradores a "torto e a direito" mas pelo menos deviam fazer a mesma coisa que fazem com as licenças de nascimento, opção de escolha.

No caso das licenças de nascimento, podemos escolher quem ficar com a criança em casa, repartindo ao nosso critério se fica a mãe ou com o pai.

Porque é que não podemos repartir a licença de casamento por dias após casamento e após divórcio?

P.e. quero repartir os meus dias por: 50% após o casamento e 50% após divórcio... ou só quero dias após o divórcio uma vez que estar tanto tempo com o meu marido a sós me mete os nervos em franja, etc.

Temos de... pelo menos... ter a opção!

Nada baixa mais o ambiente de trabalho de uma empresa do que a tensão que a presença de um "corno" provoca!
Isto também baixa a produtividade... portanto, a licença de divórcio vai contribuir para o aumento da produtividade do país!!

Pensem nisto e proponham a inclusão desta licença nos direitos do trabalhador (e do país)!!!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Contra moinhos de vento... Marchar... Marchar...

Pode parecer cliché mas chegamos a um certa altura da vida que por mais que se olhe em volta não há ninguém... interessante...

É nesta altura que surge a famosa questão: "o problema sou eu ou são os outros?".
Uma vez que a questão é colocada a nós próprios, nunca vamos conseguir uma resposta totalmente imparcial.
Será que vamos andar com esta incerteza até acabarmos como uns solteirões incorrigíveis?

Muitos insistem que é uma questão de parâmetros: com a idade perdemos a paciência para lidar com algumas características menos simpáticas das outras pessoas, por isso, colocamos uma data de pré-requisitos, primeiro que alguém cumpra todos os parâmetros...

Outros dizem que é como chegar às lojas no fim dos saldos, só sobram os artigos que ninguém quer, as peças com defeito ou os tamanhos que ninguém usa...

Há quem diga que "ficamos escaldados", desconfiamos tanto das outras pessoas que eventualmente elas acabam por nos fazer o favor de cumprirem a nossa expectativa.

Provavelmente até é uma mistura de todas... Bom, se assim for, a esperança cada vez é menor...

Então o que fazer?
Cruzar os braços e desistir?
Ir à luta tipo Dom Quixote contra moinhos de vento?


Acho que no outro dia dei um dos piores conselhos a um amigo meu. Ele estava a questionar-se se devia ou não avançar porque estava com medo de sofrer. A minha resposta foi "uma coisa está garantida, sofrer vais de certeza, agora pode ser daqui a uma semana ou daqui a 10 anos"...
Independentemente se for verdade ou não... mordi a língua, tinha prometido a mim mesma que nunca seria uma mulher amargurada e "plim" aqui estava eu... no pico do meu azedume...

Como vim aqui parar? Onde é que deixei a esperança? Esquecida num bar qualquer ou numa sala de cinema?
Nem dei por nada... Será que alguma vez vou recuperar a esperança nos primeiros encontros? Nos primeiros jogos de olhares? No trocar os números de telefone (ou para ser mais moderna, nos users do facebook)? Ou vou ficar desencantada até ao final dos meus dias?

Chega a uma idade em que todos já sofremos e já nos levantámos... Então não devíamos ter aprendido que recuperamos sempre?... Porque é que não ganhamos resistência também a sofrer por amor? Porque é que ainda nos assusta? E porque raio é que continuamos a pensar que o mundo vai acabar quando estamos a sofrer por amor se já sabemos que o mundo continua sempre?

Sou mulher, tenho espírito de sacrifício para dar e vender... portanto está na hora de pegar na lança e investir contra moinhos de ventos... mas desta vez uso armadura...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Celebrar o dia dos namorados dá azar!

É pá, se eu fosse o santo António palavra que estava fulo da vida!

Durante décadas, o santo António foi o santo casamenteiro dos portugueses e agora toda a gente anda histérica a fazer honras ao S. Valentim? (que ainda por cima é um santo estrangeiro)

E como é que as pessoas são capazes de celebrar as relações que tem por base uma história de traição? É claro que este dia é um dia de mau augúrio.

Por favor preste atenção: o melhor é manter-se bem longe desta guerra divina!!


Entre santos em guerra não convém tomar partidos... Eu que o diga, penso que o facto dos meus pais se terem conhecido na noite de santo António, condenou-me geneticamente a uma vida sentimental turbulenta...

Celebrar o dia de S. Valentim dá azar e pode desencadear a ira de Santo António!!

Portanto, a postura correcta para passar este azarado dia deve ser:

1. nem pensar em ver a cara metade neste dia!
2. jantar em casa e de preferência restos! (não vão os santos interpretar o repasto como uma comemoração de qualquer coisa)
3. se lhe oferecerem flores ou chocolates cuspa no chão e enfie um par de lambadas (não, não é a dança) no/a atrevido/a
4. afastar-se o máximo possível de símbolos com corações e cupidos
5. qualquer mostra de romantismo deve ser encarada como uma afronta (e deve-se responder à altura)

Boa sorte para sobreviver a este dia!! Afinal, são só 24h de sacrifício...