segunda-feira, 25 de julho de 2011

Racismo

Juro a pés juntos que não me entra o conceito de racismo...
Parece qualquer coisa do género: travar uma locomotiva com... uma pessoa (?)

Nesta aldeia global, o "ser" do futuro será moreno (proveniente de negros e árabes), obeso e flácido (proveniente da cultura caucasiana) e com os olhos em bico (proveniente da raça asiática)...

Qual seria a alternativa? Convertemos o ser humano em "ratinhos de laboratório" em que fazíamos um "isolamento de culturas"... brancos para um lado, pretos para outro, chineses noutro???
Querem travar a tendência??? Então serão a pessoa em frente da locomotiva...

@Lachapelle

Quem quiser que fique nesse mundo, eu gosto de andar livremente de um lado para outro... conhecer pessoas e cultura diferentes. Só isso me faz "abrir os horizontes" mentais em vez de ficar confinada à mentalidadezinha local...

Além disso basta abrir qualquer revista de moda para compreender que as criaturas mais bonitas do mundo provêm de uma grande "salada russa" de culturas.

Pessoalmente, estou-me nas tintas para a cor de pele impressiona-me muito mais a falta de educação. Isso sim tira-me do sério.
... e isso amigos, há em todas as cores e feitios.

A título de exemplo, em Lisboa fujo de todos os grupos de 20 pessoas que usem bonés, calças descaídas e que andem a gingar as ancas com a atitude "é tudo nosso".
O que querem?
Faz parte da evolução. Sei que passar ao pé deles a probabilidade de ser assaltada ou coisas piores é muito superior à média comum.

Também não me agrada passar ao lado de um grupo de "meninas da linha" porque sei que vou levar com aqueles olhares tipo "scan" que oscilam entre inveja, cochicho e risadas histéricas.
"Meninas da linha" é um tom de pele?

Para mim racismo assenta em critérios de comportamento, ponto.

Distinguir alguém pela "embalagem" é tão redutor como o comportamento das "meninas da linha". Para quem quer ser assim... força! Preparem-se é para levar com todo o meu "racismo"...

PS: ... e não me venham com merdas de não se diz "preto", eu sou caucasiana e toda a gente me chama "branca", inclusive já vi escrever no telemóvel "Alexa Branca" :P

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Reality will kill me

Para uma romântica inveterada como eu, nada me tira mais da "onda cor-de-rosa" do que uma boa dose de realidade.

Com tanta coisa real na vida, o emprego, as contas, as hipotecas, etc. quem precisa da realidade no amor?
Passamos 8 ou mais horas com pessoas que nos calham na rifa para trabalhar mas aquela pessoa com quem consumimos a cabeça a arranjar, afinar, conquistar e manter, umas parcas 3h por dia (se tanto).

Imaginem que essas míseras 3h são perdidas com máquinas de roupa, quem vai aos correios amanhã ou quem é suposto lavar a loiça... onde fica o espaço para o romance?
No estendal, nas burocracias e na pia?

Acho preferível comerem menos vezes fora e investirem o dinheiro numa empregada doméstica.
Conselho de amiga, não é "dondoquice", é uma necessidade real para salvar a relação.

Se cada vez que estivermos com os colegas de emprego falarmos de coisas "intelectualmente estimulantes" e cada vez que estivermos com o nosso "princípe encantado" falarmos de trivialidades, porque é que não escolhemos o primeiro que nos aparece?

Tantas horas a tentar decifrar quem é o tal, tanto choro, tanta discussão e depois da conquista queimamos o tempo a atirar a relação para o plano das tarefas domésticas e para o reino das coisas sem importância.

Para mim, o momento em que metemos a chave na porta é o momento em que depositamos as armas e deixamos cair a máscara.
Longe das guerras do dia, as mulheres podem transformar-se em Vénus e os homens em Adónis.
Já imaginaram a Vénus a dizer: "querido, vais estender a roupa?" ou Adónis, na sua esplêndida forma física, a insistir que lavou a loiça ontem e que hoje é a vossa vez?


Quem prefere receber um telefonema a meio do dia para passar pela lavandaria em vez do piroso "I just call to say I love you"?

Bah para afazeres! Tenho milhares de "to do lists" para provar que sou uma mulher real, com preocupações reais. Quero (bem à moda de Marion Zimmer Bradley) encarnar a deusa e libertar o alucinante mundo da fantasia.
... que se empilhem os pratos sujos, que a roupa limpa se esgote mas que a paixão reine no sítio onde sou somente eu, sem nenhum recurso ao artifício.

@David Lachapelle


Deixem-me lá brincar outra vez, como na infância, aos castelos na minha casa... ninguém de fora vai descobrir.
Imaginem o meu gozo quando chegar ao emprego no dia seguinte e encarar os meus colegas de trabalho... posso pensar para mim "vocês não sabem mas lá em casa sou uma princesa e vivo com um príncipe! Agora voltem a teclar no vosso computador e sintam-se importantes... Ahahah".

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A luta é alegria?

O conceito de luta para que uma relação singre ainda me confunde. Não se iludam, sem um nadinha de espírito de sacrifício e alguma persistência, não há relação que se aguente.

É um ponto assente que o primeiro instinto de atracção do sexo masculino está relacionado com sexo. Uma vez por outra apaixonam-se... nesta fase até são bem capazes de fazer um esforço extra no processo de cortejamento.

@ Phillipe Halsman

Quando os problemas surgem, quais ratos, são os primeiros a abandonar o navio. Todas as juras, promessas e confissões não valem o tempo que se dispendeu a dizê-las.

Fui educada no ideal que os homens são fortes, estáveis e determinados. Capaz de derrotar inimigos e conquistar mulheres sempre com a mesma avassaladora convicção.
Às mulheres cabia o papel de seres sensíveis e emocionais, que choram a ler o "Monte dos Vendavais" e têm crises de temperamento.
As mulheres choravam, os homens não...

Hoje em dia os homens choram e isso fez com que ficassem confusos sobre que papel ocupar sentimentalmente. Choram... mas em surdina, escondidos do mundo. Quando o fazem em frente de uma mulher, sentem que têm que ser desculpados de tudo. "Pronto, conseguiste, estou a chorar! Agora cala-te, por favor."

Do papel inicial, não resta nada. Já não nos protegem e já não compreendem as nossas fragilidades sentimentais.
Não procuramos bruta-montes, até porque esses falham redondamente na tarefa de nos compreender. Não procuramos um homem que só nos compreenda... porque esse é normalmente gay.

O que é que as mulheres procuram num homem?
Procuramos somente homens sensíveis que lutem pelo que acreditam. Se nos amam, arregacem as mangas e sejam consistentes. Se as mulheres se perdem em dúvidas e devaneios emocionais, cabe aos homens manterem a fibra e não perderem o Norte.
Lutámos pela igualdade de direitos, não pela igualdade de sentimentos. Somos diferentes e neste momento o que nos atrai também é o que nos repele.

Não considero este ponto de vista nem feminista... nem machista. Trata-se apenas de um reajuste sentimental em relação ao novos papéis sociais... de ambos os sexos.
Os homens já não saem para caçar, as mulheres já não ficam a recolher bagas. Temos as mesmas ocupações... e são as nossas relações sentimentais sofrem com isso.

Os homens já não lutam pelas mulheres porque acham que isso está obsoleto, porque os coloca numa posição frágil e quem sabe, até os pode fazer chorar.

Curiosamente, no meio da tempestade emocional, a sociedade criou Scarlett O'Hara's, masculinos de quarenta ou trinta anos, que preferem compadecer com o orgulho, refugiar-se em medos e sofrer de dentes cerrados, do que entrar na batalha de peito aberto.
Preguiça? Orgulho? Falta de coragem? Falta de determinação?... não sei bem...

Neste momento, só as mulheres, no seu novo papel de mulheres-faz-tudo, lutam pelo o que sentem. Não se acobardam, porque cobardia é algo não permitido às neo-mulheres.
... é que aqui que a coisa corre mal...

Primeiro, continuamos (por mais que nos custe admitir) emocionalmente frágeis.
Segundo, por ainda procuramos um homem à antiga, uma criatura que nos proteja e lute por nós... e havemos de continuar assim para sempre... até descobrirem o cadáver mumificado de algum... algures no pólo Norte...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Carrinhos-de-choque sentimentais

Temos todos um nadinha de bruxos no que se refere a relações sentimentais.
Principalmente no início, há sempre duas perguntas a correr em background na nossa mente "será que isto vale a pena?", "será que isto vai resultar?".

Quanto mais "escaldados" estamos, mais estas perguntas se tornam sonoras. Quem disser que não... mente com todos os dentes.

Escusado será dizer que à mínima desconfiança ou palavra mal escolhida, as sinetas de alarme disparam e um risinho irónico ecoa na nossa cabeça... "eu bem te avisei, sua idealista tonta".

Quanto mais a nossa vida e idade avança, mais temos a perder, logo, mais fortes as vozes internas se tornam.... até ao ponto limite, onde nos tornamos imóveis por medo.

Começar uma relação tem muitos prós e demasiados contras.
O estado inicial de paixão é idílico, não há defeitos, só há virtudes e uma demência sã. Depois há a partilha de experiências, a necessidade de viver experiências em conjunto, as juras eternas de amor, as promessas que vamos escutar, vamos fazer, vamos compreender... tudo prós, portanto.

Há também o lado obscuro dos contras, é preciso encaixar, logo, há que limar arestas em ambos.
Mas quando já vivemos demasiadas relações, ainda conseguimos limar alguma coisa? ou já estamos vencidos pela erosão?
Se passarmos a vida a limar arestas não acabamos em pó?

Por isso, é que no meio deste "encaixe", há uma guerra surda-muda em mantermos a nossa personalidade. Há pontos de não-concessão e há defeitos da outra pessoa que ela interpreta como traços de personalidade.

Até onde abdicar?
Rejo-me pela regra do "meu" bom-senso. Abdico até ponto onde não comprometo a minha felicidade. É por isso que mudo de relações, é por isso que me apaixono e me desapaixono... para ser feliz.
Se isto for posto em causa, negócio fechado...

Quando tentamos encaixar à força criamos feridas. Não é bem uma tentativa de encaixe... é mais uma colisão. Com o tempo algumas mazelas tornam-se tão profundas que qualquer cicatrizante, vindo da criatura com quem estamos, se assemelha mais a sal que outra coisa qualquer.

... e é aqui que a maioria dos trintões e quarentões se encontram, a colidir caoticamente com as pessoas que cruzam as suas vidas, na esperança que algum encaixe por milagre.

@ Jaques Henri Lartigue

Cada vez nos magoamos mais e cada vez recorremos menos à lima.
Os pontos de não-concessão aumentam e as vozes desconfiadas ganham megafones.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Qual a cor do Viagra para impotência sentimental?

Digo-vos de caras, é impossível manter uma relação com um egocêntrico.

Estranho, para uma pessoa como eu, que acha que tudo vale a pena, dizer-vos desistam à priori, parece fora de personagem...

Um egocêntrico é como um homem casado há 10 anos com filhos, está demasiado envolvido numa relação... a relação promíscua que mantém com o seu próprio umbigo.

Esqueçam, até podem vestir o 32, continuam a ser demasiado grandes para caberem na vida dele. Não há dieta que vos valha, nem personalidades demasiado apaziguadoras que consigam vencer o amor que eles nutrem por si próprios.

Qualquer outro defeito, com mais ou menos esforço, é ultrapassável. 
Até a impotência sexual tem o famoso comprido azul, agora, não há comprimido, de cor nenhuma, que vença a impotência sentimental.

A flacidez com que gerem as relações é assustadora e intransponível. 
Eles nunca vão sair deles próprios e colocar-se nos vossos sapatos. 
Para quê? 
Eles já estão no nirvana. 
Descobriram a perfeição assim que se aperceberam o quão abençoados foram pela natureza com o seu carácter fora de série e a sua verdade inquestionável.
Qualquer outra pessoa está obviamente errada, baralhada e parva se não tiver uma opinião semelhante.

Lutar e pedir desculpa? Para quê?
Para eles vocês nunca têm razão, daí não verem a necessidade de o fazerem. Lutar implica dispêndio de energia, energia essa, que seria muito bem empregue na sua atribulada vida.

@Mapplethorpe

Por mais que dêem romance, amor e dedicação nunca vão ser devidamente apreciadas.  Para quem sofre de uma inabalável auto-estima, isso é o mínimo que podem fazer por eles. Não há retribuição... nem gratidão...

Penso que um egocêntrico devia viver ao ar-livre, seria a única maneira de eles e o seu ego conseguirem coabitar no mesmo espaço. 

Viver com um egocêntrico é como ser um cão de porcelana numa casa de emigrante. O vosso papel é somente decorativo e nem direito têm a abanar a casa como os caezinhos dos carros... a não ser que seja para dizer que sim, é claro...

Não podem interferir em nenhuma das suas rotinas ou dividir espaços. As únicas coisas que podem alterar serão sempre em seu próprio proveito.
 Yes, my dears, não contem que ele vos dê espaço de roupeiro...

A laranja mais bonita da casa não é vossa... e as princesas, em vez de serem vocês, é ele...

Ainda consigo compreender o fascínio das mulheres por escroques. Pensamos que os podemos mudar, converter e eles até nos podem tratar intimamente bem....
.... agora egocêntricos? nem pensar...

Seríamos princesas? Sim... a princesa Diana de Gales, sempre com a Camila por perto...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Desconfiança: amiga ou inimiga?

Está mais que provado que os "baques" que a vida nos prega desenvolvem e alimentam a nossa desconfiança natural.

A desconfiança é uma espécie de "anticorpo sentimental". Tem a função daquela borracha em torno dos carrinhos de choque.
Amortece o impacto de mais uma desilusão amorosa e torna-nos criaturas de corações em banho-maria, deixamos de estar quentes ou frios... ficamos sempre tépidos.

Temos aquela ansiedade para antecipar as pseudo-tragédias, para sentirmos que ninguém nos faz de parvos ou que não estamos a perder o nosso tempo.
Entramos nas relações, não com um pé atrás mas com dois... quantos mais tivéssemos mais usávamos...

Porreiro por um lado, se vier daí más notícias... estamos preparadíssimos!
Vivemos a nossa vida (dita adulta) como escuteiros: sempre alerta!
A energia utilizada neste processo todo é gigantesca. É como se sofrêssemos de tristeza preventiva... sofremos antes do sofrimento propriamente dito.

Os eternos optimistas levantam neste momento o dedo e assinalam o óbvio: não será isto sofrer em duplicado?

@Pierre et Gilles

Pessoalmente penso que não se trata bem de sofrer em duplicado, é mais um "sofrer às prestações". Em vez de sofrermos tudo de uma vez num curto espaço de tempo, vamos sofrendo aos pouquinhos (porque há sempre a esperança que seja somente fruto da nossa imaginação) durante um período maior.

Até aqui depende tudo de gosto pessoal.
Para não me acusarem de fugir com o rabiosque à seringa, assumo que por mim prefiro tudo de uma vez e só se passa por isso uma vez.
Como analogia, quando tive que arrancar os quatro sisos em cirurgia, tentei convencer o cirurgião a arrancar-mos todos de uma vez! Infelizmente, ele explicou-me que era impossível, teria que arrancar um lado de cada vez porque  era necessário um lado "são" para mastigar alimentos... preciosismos.
... uma vez só, fulminante, mas depois de passar não se fala mais nisso... não se rumina a experiência.

... mas para mim o cerne da questão nem é esse. O facto de vivermos desconfiados não provoca na "coisa" uma morte prematura?
Se... no cenário mais hipotético do mundo... vivêssemos sempre como patetas inocentes, não esticávamos a quantidade de experiências positivas?
... e isto já não tem nada a ver com gosto pessoal...

Será que os "calos" sentimentais que vamos desenvolvendo durante a vida não serão mais "espigões" que se vão cravando cada vez mais fundo?

Ok, tem material de discussão para a próxima sessão de pedicure.

sábado, 23 de abril de 2011

Os problemas sexuais comovem-me!

Comovi-me e voltei a ter fé nos homens ao ler um spam mail.

Por descargo de consciência, tenho sempre a mania de ver por alto o spam mail antes de mandar directamente para o lixo.

Sinceramente, fico sempre surpreendida com o número de mails que a Angelina Jolie me envia e com o quantidade de pessoas que quer que eu aumente o tamanho do meu pénis.

Mas houve um mail, no meio de centenas deles que prometem vencer as leis da física e acrescentar uma dezena de centímetros ao tamanho do... que me despertou interesse.

O subject era: "make her come again and again and again" (em estrangeiro), "faça-a vir outra vez, outra vez e outra vez" (ou qualquer coisa semelhante na nossa língua). Se dissesse "arranje motivo para se gabar aos seus amigos" teria passado por ele sem lhe dar importância.

O facto de o alvo do mail ser proporcionar prazer à companheira era enternecedor, altruísta e nobre.

@Ruven Afanador

Ok, ultimamente as coisas não têm corrido bem com o sexo oposto, portanto a minha imagem dos homens não é das mais optimistas. 
Para mim, são egoístas e egocêntricos. Só pensam no prazer próprio por mais que jurem a pés juntos que não... assim que a coisa começa a dar para o torto, quais ratos, são os primeiros a abandonar o navio... Sim, crise de solteirona... ou sim, talvez tenha conhecido os homens errados...

Portanto, esta visão do "they care" deu-me de novo esperança, comecei a crer que o meu desencantamento era só da crise emocional.

A minha visão de um homem com problemas sexuais é a seguinte: homem e mulher na cama com um elefante, ele diz "qual elefante?" e ela finge que não vê nada... "vamos chamar um tratador do zoo?" - "que disparate, isso só fazia sentido se houvesse aqui algum elefante". Fim da história. Não se fala mais desse assunto porque ALGUÉM pode ficar traumatizado.

Depois do mail, o ALGUÉM mudou de protagonista e voltei a achar que as relações são possíveis e bi-direccionais. VIVA a Enlargement pils Free Sample e o seu Pros Viagra!!

Fiquei tão feliz que calcei os sapatos para sair e tentar encontrar o Mr. Wonder. 
Descalcei os sapatos.
Lembrei-me que 70% das pessoas que compram produtos do género são mulheres.
Bom, sobram 30%, admitindo que destes 20% só querem gabar-se aos amigos, sobram 10%.... metade são gays.... 5%! 
5% da população mundial é a nossa chance de encontrar alguém que valha a pena!
5%!
não será mais fácil dirigimo-nos ao grupo dos 70%??

domingo, 17 de abril de 2011

O Mr. Big está fora de moda...

Ao observar o meu grupo de amigas constatei a seguinte realidade: os homens, a longo prazo, estão lixados...

Ora vejamos, contam-se pelos dedos da mão a quantidade de amigas minhas que andam com homens mais velhos.

Tudo bem, a Cameron Diaz e a Demi Moore foram as pioneiras mas a moda colou melhor que as skinny jeans... e num instante... homens mais novos estão "in".

Freud deve explicar isto, sim... acho que deve ter muito a ver com sexo! Aliás, tudo a ver com sexo...
Os homens atingem o seu pico sexual aos 20's mas as mulheres atingem o seu "pico" muito mais tarde, dizem que por volta dos 40's... Até penso que não se trata bem de pico...

Sua defensora de que quando uma mulher passa a fasquia dos 30's dá-se um momento de magia... subitamente deixamos de dar tanta importância à opinião dos outros e assumimos-nos tal e qual como somos. Simplesmente, deixamos de pedir desculpa pelo o que somos... com os nossos defeitos e virtudes, fazemos as "pazes internamente"...

Portanto, os complexos dos 20's: a barriga que não é perfeita, as ancas que são demasiado largas, etc. Parecem problemas demasiado fúteis para nos fazer apagar a luz nos momentos de intimidade.

Por sua vez, os homens que nos 20's nunca se debateram com complexos, começam a perder cabelo, a ficar com cabelos grisalhos, a desenvolver a famosa barriga e a aguentar pouco minutos com ar... nos jogos de futebol "solteiros versus casados" (ou "ainda casados" versus "finalmente divorciados")... e não só... claro!

@ Richard Avedon
Existe outro grande problema... andar com quarentões engorda: o número de jantares fora aumenta consideravelmente e o "exercício físico" diminuí... tudo o que uma mulher não quer ouvir.
Quem, com 20 anos, se preocupa onde se vai jantar? Qualquer sítio serve ou arranja-se qualquer coisa pelo caminho, aos quarenta esse assunto torna-se muito, muito sério.

Penso que os quarentões já se aperceberam que a história do vinho do Porto não cola, até porque já não se fazem assim tantos barris de nogueira.

Já perdi a conta à quantidade de homens na casa dos 40 que de repente começaram a fazer desportos radicais.
(Vou ser morta por estar a escrever a isto mas...)
A nova versão de crise de meia-idade já não tem nada a ver com carros desportivos vermelhos... é mais surf, kite-surf, rappel, calças Diesel, ténis Nike e por aí adiante...

Aliás, há marcas que devem viver exclusivamente da vontade de homens quarentões voltarem aos trinta de novo... p.e. Diesel, Pepe Jeans, entre outras marcas supostamente "radicais" e caras...

Mas estes "truques" já não convencem as mulheres modernas... não, e uma espécie de vendetta dos tempos em que homens, aos 40's, trocaram as mulheres por raparigas de 20's... de uma forma casual estamos a fazer justiça e a honrar a dignidade das nossas mães.

Já não há nenhum olhar apreensivo quando alguma amiga nos diz: ele tem menos 6 anos... já é perfeitamente banal. Quanto muito, a única coisa que se ouve é: "ele é giro?".

Como já não dependemos de homens, portanto, eles podem assumir apenas o papel recreativo... ai ai "toy boys"...

sábado, 9 de abril de 2011

The quest for the holy grail...

(post estupidamente pessoal)

No outro dia estava a ter uma conversa deliciosa com um amigo sobre a busca da alma gémea.

Ele defendia, com alguma razão, que a meio da casa dos trinta estava feliz por ainda não ter encontrado a alma gémea.
Deste modo tinha tempo para conhecer imensas pessoas até finalmente assentar e construir família com a mulher dos seus sonhos.
Para além do facto, de que com o tempo, vamo-nos aperfeiçoando e vamos ganhando experiência de vida. Portanto a nossa alma gémea só tem a ganhar, vai ficar connosco numa versão avançada... eu - versão 2.0...

@Lachapelle

Tenho que admitir que é verdade, sou indiscutivelmente mais interessante como pessoa hoje do que era quando tinha vinte anos. Sei mais coisas, já passei por mais situações que me deram mais experiência para lidar com problemas diferentes, já tenho mais certezas sobre as coisas que quero e sou mais independente.

Racionalmente acho o argumento inquestionável mas emocionalmente nunca consegui pensar assim, porquê?
Qual é a minha pressa para encontrar a minha cara-metade? Será que, por mais que me custe admitir, não quero estar sozinha?

Acho que só consigo explicar este facto com a seguinte analogia, uma vez fui viajar para Roma sozinha durante 10 dias...
Visitei tudo o que havia para visitar.
Não há muita gente disposta a acordar às 7 horas da manhã, andar sem parar até à meia-noite e visitar todos os pontos de interesse que o lonely planet aconselha...
Em termos de timings foi maravilhoso mas quando via qualquer coisa interessante queria virar-me para o lado para comentar com alguém... e não estava lá ninguém.

Isto ilustra bem a nossa "quest" pela alma gémea. Podemos viver coisas interessantes, conhecer pessoas giras, aprender coisas novas... mas também queremos virar-nos para o lado e comentar com alguém as coisas maravilhosas que vamos assimilando...

Não é nada de pejorativo, nem ficamos menos "modernos" por precisarmos de alguém... só mostra que somos humanos e que nascemos para sermos sociais... e que somos animais e precisamos de alguém que nos "afague o pelo".
Continuamos "modernos" mas com "quests" antigas...

sábado, 2 de abril de 2011

Maminhas para que vos quero!

Não são só os homens que têm problemas com os tamanhos. Com as mulheres existe um problema semelhante, qual o tamanho ideal de peito?

Nunca, em tempo algum, vamos ouvir um homem orgulhosamente a afirmar que tem um pénis pequeno. Para os homens, os pénis têm que ser enormes, mesmo que para isso tenham de mentir ou cair em publicidade enganosa.

As mulheres já não são assim consensuais no que se refere ao seu problema métrico. Há mulheres que adoram o seu peito pequeno, mulheres que invejam o peito pequeno das outras, peitos enormes (orgulhosamente espetados para fora) e quem compre um peito maior.


No nosso caso, há varias opções e não apenas uma...

Se se concedesse a um homem um dia para ser mulher, o tamanho de peito escolhido para a "encarnação" seria DD.

Aliás, acho que o peito das mulheres para os homens cai na categoria "PlayStation". Um brinquedo desenvolvido para crianças com o qual os pais brincam mais que os pequenos...

Há quem defenda que o tamanho ideal de copa ideal é C. A maioria das mulheres usa copa B, portanto, acho que este ideal só existe para nos tramar.

Pessoalmente, adoro peitos pequenos. Dão muito menos trabalho... Podemos pular à vontade que nada "chocalha". Dá mais jeito para correr, fazer desporto, ir à praia, etc.

Ok, admito... peitos comprados são esteticamente perfeitos! Era preciso que uma mulher nunca tivesse estado na posição vertical na vida ou vivesse na lua (onde a gravidade é ínfima), para produzir um peito que desafiasse tanto a lei da gravidade sem ceder!
Na guerra ciência versus natureza, o silicone bate a lei da gravidade aos pontos!

Também já me vieram com o argumento que o peito "falso" é esquisito ao toque... Como se os membros do sexo masculino, em alturas de "tensão", fossem assim tão sensíveis a essas coisas...

Se eu comprava um par de maminhas novas? Para já nem pensar, as minhas servem perfeitamente, prefiro gastar os meus euros em viagens ou roupas de autor... no futuro, depois da maternidade (por exemplo), reavalio a situação...

Para alguma mulheres, peito grande é "ordinário". Isto porque, quem o tem (ou quem o pagou) não se coíbe de o mostrar... o que pode provocar uma grande desvantagem competitiva para quem não possui os mesmos recursos. Penso que é só por isso que se queixam...

Dizem que o facto de os homens gostarem de peitos grandes é uma questão biológica. Supostamente, uma mulher com peito grande tem mais aptidão para  alimentar os futuros rebentos do casal, do que uma mulheres com peito pequeno..

Ora, se é piada comum que os homens preferem as loiras, há algum estudo que prove que as loiras têm mais filhos que as morenas?

Eu cresci sem leite materno e transformei-me numa rapariga robusta e sadia! Portanto, copas B que por aí andam, sosseguem os vossos parceiros, porque:
1. A média de filhos por casal, actualmente, é de 1,5, em vez dos 12 de antigamente...
2. O leite artificial também produz belos rebentos!

domingo, 27 de março de 2011

Queres a verdade ou algo simpático?

A maior mentira do mundo é que queremos sempre ouvir a verdade...

Há verdades que doem como espadas. Nesses casos, por mais que custe a admitir à maior parte das pessoas, ninguém quer a verdade mas sim um ponto intermédio a "verdade que queremos ouvir".

Torcemo-nos e rezamos para ouvir as melodiosas palavras de uma caridosa e simpática mentira, dita com a pompa de uma verdade.

Mais uma vez, o tom de voz conta! A maneira como a mentira nos é posta tem que ter a certeza e a determinação de uma verdade.


Para os mais crentes (ou para os optimistas), o tom de voz nem tem que ser tão certo assim, pode ser dita de qualquer maneira e a imaginação e a ingenuidade tratam de limar as arestas.

A verdade é como uma faca, não há volta a dar-lhe, agora uma mentira graciosa quase nos conforta, nos afaga os cabelos e até nos puxa o cobertor para cima nas noites de inverno.

Nestas mentiras quase podemos tirar um moral da história, da verdade só conseguimos tirar amargura.

Pondo em prática, queremos mesmo saber que o nosso parceiro deu uma facadinha?

Em público respondemos que sim sem pestanejar mas secretamente... Não é bom acreditar no romance perfeito?

E se soubermos? O que fazemos com essa informação?
Temos a verdade e...?!?! Temos direito a uma medalha de latão e a um coração em frangalhos...

Dizem que só os loucos são verdadeiramente felizes... lá está...
Para um louco, o que vale a verdade? Exactamente o mesmo que uma anedota...

... e afinal quem é mais louco? Quem se consome com entoações e pela busca da verdade mais cruel ou quem se ri disso tudo??

sábado, 19 de março de 2011

Wild thing, you make my heart sing!

O nosso fascínio pelo risco também se aplica à nossa vida amorosa.
Quantas pessoas é que ouvem dizer que preferem bad boys ou bad girls?

Temos sempre a esperança secreta que somos nós que vamos pôr a pessoa nos eixos ou que ela será bad person para outros mas para nós será um anjo.

Esta necessidade de procurar pessoas "perigosas" deve ter qualquer coisa a ver com a nossa fobia por vidas monótonas. Sabemos que ao lado destas pessoas a nossa vida vai ser uma aventura.
... ou então ainda estamos numa fase tardia da adolescência onde queremos chocar os nossos pais...

A uma bad person associamos sempre a corda bamba e todos gostamos de instabilidade na nossa vida.

No caso das mulheres, sabem sempre que ao lado de um bad boy vão ter drama... daqueles de fazer chorar as pedras da calçada.
Qualquer declaração de amor tem muito mais valor vinda de um escroque do que de uma boa pessoa. É como se fosse uma batalha ganha...


As mulheres não gostam de presas demasiado fáceis, tem que haver luta, tem que  haver conquistas e, é claro, dramalhão...

Já os homens, como é de seu hábito, associam as bad girls a... Sexo! Frenético, violento e principalmente... frequente. A sociedade amedrontou os homens com a ideia que as good girls têm dores de cabeça frequentes, logo as bad girls são a feliz excepção.

E o que acontece quando finalmente se conquistam as bad persons?
Inferno...

As mulheres queixam-se de má sorte por se terem apaixonado pela pessoa errada e passam a vida a fazer coisas lunáticas como: verificar os horários de actividades e tirar ilações sobre as horas sem justificação, inspeccionar o telemóvel à procura de nomes suspeitos, observar com cuidado as colegas de trabalho para tentar perceber até que ponto é que representam perigo, etc...

Os homens tornam-se possessivos, tentam aniquilar todos os traços de libertinagem da bad girl e percebem que no meio de tanta discussão não há tanto sexo assim...

Ambos os sexos se enganam e ambos os sexos continuam a investir no mesmo padrão, com a esperança de conseguir converter algum ou pelo menos domá-lo para si...

Resumindo, brincamos com o fogo, queimamo-nos e voltamos a colocar lá a mão...

domingo, 13 de março de 2011

I smell you

Se há uma coisa que me tira do sério é o teu cheiro.

Sei perfeitamente que não são as feromonas, é o teu eau de parfum.

Estou tentada a mandar-te um SMS a perguntar qual é a marca...
Depois, tenho a certeza, que perdia horas nas perfumarias a cheirar o frasco e a imaginar as coisas que vivemos juntos.

Mesmo quando jurei a pés juntos que te ía resistir, senti o teu cheiro e atirei as minhas intenções para a sarjeta.

O teu cheiro funciona para mim como uma espécie de botão "on". Despoleta em mim qualquer reacção química fora de controlo.

Se há quem diga que sou uma espécie de bomba-relógio com pernas, o teu cheiro é definitivamente o meu detonador... Como se precisasse de um...

Quando sai da tua boca as maiores barbaridades, uma pequena "brisa" atenua a minha vontade de te mandar pastar.

Posso tentar esquecer-te mas resistir ao teu cheiro é muito mais complicado!




Devia haver uma lei que obrigasse alguém, sempre que acaba um relacionamento, a trocar de perfume.
É injusto para o ex, sentir o odor ao tempo que passaram juntos, sem poder prolongar o aroma da relação.

Penso que resolvi o problema!

Vou comprar o teu perfume e oferecê-lo a todos os meus amigos mais chegados. Desta maneira pode ser que fique imune, logo, curada...

A chatice é que na pele deles o teu perfume cheira diferente...

Já sei! Vou mudar a alimentação dos meus amigos, assim, pode ser que a reacção química ao teu perfume seja semelhante e me liberte desta dependência olfactiva     para sempre!

terça-feira, 8 de março de 2011

É a maldita criatividade que nos lixa a cabeça...

Estou convicta, perdoem-me a certeza, que o grande problema das relações humanas é fruto da nossa criatividade. Se fossemos mais factuais e menos criativos não havia tantas separações!

Ora vejamos, ninguém se apaixona pela pessoa com que anda. Todos nos apaixonamos pela imagem que fazemos da pessoa... nunca pela pessoa real.

Portanto, a nossa criatura amada não vai fazer mais do que nos desiludir todos os dias, porque:
1. Não consegue entrar no nosso cérebro e saber exactamente aquilo que nós idealizamos para si.
2. Porque, mesmo que o conseguisse fazer, deixava de ser a pessoa real e passa a ser outra pessoa qualquer...
3. Porque as pessoas não mudam (irei explicar mais à frente)!

Creio que vivemos na evolução Darwiniana da alegoria da caverna de Platão. Ainda estamos na fase em que olhamos para as sombras projectadas na caverna, mas em vez de ver a sombra da estatueta da mula vemos um belo unicórnio.
A vida é demasiado cinzenta para vermos apenas uma mula! Precisamos de alguma magia!


É assim: vemos os nossos parceiros, no início, como criaturas mitológicas incapazes de ter quaisquer defeitos.
Quem consegue manter esta fasquia tão elevada?

Mas também gostava de colocar a seguinte questão: se víssemos os nossos parceiros tal e qual como são apaixonávamo-nos na mesma?

Incentivamos as crianças para desenvolveram a criatividade com o argumento de que é importante para a sua evolução intelectual mas será mesmo assim?
Não se deviam cingir apenas à idade dos porquês?

Aplicando esta teoria de uma forma mais avançada: será que as pessoas realmente mudam ou só muda a forma como as vemos?

Se formos consistentes, a resposta é que as pessoas não mudam, portanto, se tivéssemos visto essa criatura da forma certa não teríamos quaisquer ilusões ou desilusões.

Assim, concluo que é a criatividade que nos arruína o espírito não é propriamente o amor...

terça-feira, 1 de março de 2011

Injustiça na lei laboral!!!

Injustiça na lei laboral!!!

Para além de todos os pontos apontados pela oposição, que têm justificado toda esta roda-viva de greves, há uma injustiça que tem escapado à maioria das pessoas: a licença de matrimónio!

Não é que aqueles 15 dias não dêem jeito... o problema é que eles espelham uma necessidade ainda mais pertinente: a necessidade de existir uma licença de divórcio!

Quantas vezes não vimos colegas a tratarem outros colegas com condescedência porque, coitados, eles estão a separar-se.

Nessa fase, está mais ou menos instituído que temos direito a ter um feitio irrascível, olheiras até ao chão e (com base na gravidade da separação) hálito a álcool.

Digam lá, estas "criaturas zombies" não deviam andar por aí a fazer apenas aquilo que lhes dá na real gana?
Não era preferível dar-lhes tempo para lamberem as feridas? Gozarem uma segunda adolescência? Perderem-se na irresponsabilidade e no deboche?

Até porque passado uns tempos fartavam-se da vida desregrada e até conseguiam ver os benefícios do matrimónio (a doce e tranquila estabilidade)... assim ficavam mais mentalizados para se comprometerem de novo.

Mas não, obrigá-los a suportar a vida real com os sonos trocados e o coração desfeito, só lhes vai lembrar da conturbada época do divórcio e assustá-los com a ideia de voltar a passar por isso de novo... ou seja, vão ter muuuuuuiitas dificuldades em passar pelo altar de novo.

Menos uniões implica menos bebés. Menos bebés, a longo prazo, implica envelhecimento da população. População envelhecida implica falência na segurança social, entre outros factores de fundo!


Ok, ok, há uma crise.
Não se pode dar "timeouts" aos colaboradores a "torto e a direito" mas pelo menos deviam fazer a mesma coisa que fazem com as licenças de nascimento, opção de escolha.

No caso das licenças de nascimento, podemos escolher quem ficar com a criança em casa, repartindo ao nosso critério se fica a mãe ou com o pai.

Porque é que não podemos repartir a licença de casamento por dias após casamento e após divórcio?

P.e. quero repartir os meus dias por: 50% após o casamento e 50% após divórcio... ou só quero dias após o divórcio uma vez que estar tanto tempo com o meu marido a sós me mete os nervos em franja, etc.

Temos de... pelo menos... ter a opção!

Nada baixa mais o ambiente de trabalho de uma empresa do que a tensão que a presença de um "corno" provoca!
Isto também baixa a produtividade... portanto, a licença de divórcio vai contribuir para o aumento da produtividade do país!!

Pensem nisto e proponham a inclusão desta licença nos direitos do trabalhador (e do país)!!!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Contra moinhos de vento... Marchar... Marchar...

Pode parecer cliché mas chegamos a um certa altura da vida que por mais que se olhe em volta não há ninguém... interessante...

É nesta altura que surge a famosa questão: "o problema sou eu ou são os outros?".
Uma vez que a questão é colocada a nós próprios, nunca vamos conseguir uma resposta totalmente imparcial.
Será que vamos andar com esta incerteza até acabarmos como uns solteirões incorrigíveis?

Muitos insistem que é uma questão de parâmetros: com a idade perdemos a paciência para lidar com algumas características menos simpáticas das outras pessoas, por isso, colocamos uma data de pré-requisitos, primeiro que alguém cumpra todos os parâmetros...

Outros dizem que é como chegar às lojas no fim dos saldos, só sobram os artigos que ninguém quer, as peças com defeito ou os tamanhos que ninguém usa...

Há quem diga que "ficamos escaldados", desconfiamos tanto das outras pessoas que eventualmente elas acabam por nos fazer o favor de cumprirem a nossa expectativa.

Provavelmente até é uma mistura de todas... Bom, se assim for, a esperança cada vez é menor...

Então o que fazer?
Cruzar os braços e desistir?
Ir à luta tipo Dom Quixote contra moinhos de vento?


Acho que no outro dia dei um dos piores conselhos a um amigo meu. Ele estava a questionar-se se devia ou não avançar porque estava com medo de sofrer. A minha resposta foi "uma coisa está garantida, sofrer vais de certeza, agora pode ser daqui a uma semana ou daqui a 10 anos"...
Independentemente se for verdade ou não... mordi a língua, tinha prometido a mim mesma que nunca seria uma mulher amargurada e "plim" aqui estava eu... no pico do meu azedume...

Como vim aqui parar? Onde é que deixei a esperança? Esquecida num bar qualquer ou numa sala de cinema?
Nem dei por nada... Será que alguma vez vou recuperar a esperança nos primeiros encontros? Nos primeiros jogos de olhares? No trocar os números de telefone (ou para ser mais moderna, nos users do facebook)? Ou vou ficar desencantada até ao final dos meus dias?

Chega a uma idade em que todos já sofremos e já nos levantámos... Então não devíamos ter aprendido que recuperamos sempre?... Porque é que não ganhamos resistência também a sofrer por amor? Porque é que ainda nos assusta? E porque raio é que continuamos a pensar que o mundo vai acabar quando estamos a sofrer por amor se já sabemos que o mundo continua sempre?

Sou mulher, tenho espírito de sacrifício para dar e vender... portanto está na hora de pegar na lança e investir contra moinhos de ventos... mas desta vez uso armadura...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Celebrar o dia dos namorados dá azar!

É pá, se eu fosse o santo António palavra que estava fulo da vida!

Durante décadas, o santo António foi o santo casamenteiro dos portugueses e agora toda a gente anda histérica a fazer honras ao S. Valentim? (que ainda por cima é um santo estrangeiro)

E como é que as pessoas são capazes de celebrar as relações que tem por base uma história de traição? É claro que este dia é um dia de mau augúrio.

Por favor preste atenção: o melhor é manter-se bem longe desta guerra divina!!


Entre santos em guerra não convém tomar partidos... Eu que o diga, penso que o facto dos meus pais se terem conhecido na noite de santo António, condenou-me geneticamente a uma vida sentimental turbulenta...

Celebrar o dia de S. Valentim dá azar e pode desencadear a ira de Santo António!!

Portanto, a postura correcta para passar este azarado dia deve ser:

1. nem pensar em ver a cara metade neste dia!
2. jantar em casa e de preferência restos! (não vão os santos interpretar o repasto como uma comemoração de qualquer coisa)
3. se lhe oferecerem flores ou chocolates cuspa no chão e enfie um par de lambadas (não, não é a dança) no/a atrevido/a
4. afastar-se o máximo possível de símbolos com corações e cupidos
5. qualquer mostra de romantismo deve ser encarada como uma afronta (e deve-se responder à altura)

Boa sorte para sobreviver a este dia!! Afinal, são só 24h de sacrifício...