terça-feira, 26 de julho de 2011

Porque é que as mulheres competem umas com as outras?

Porque é que as mulheres competem umas com as outras?

A culpa é dos homens ou das mulheres?

Na minha opinião a culpa (se é que se pode chamar de culpa), é da falta de know-how dos homens!

Ainda não percebi bem porque é que a evolução metrossexual foi travada... mas a nós, às mulheres, dáva-nos imenso jeito que proliferasse.

Se os homens soubessem mais sobre truques de maquilhagem ou de styling, já não entravam em  catatónia sempre que ligam a fashion TV.

Nós, para mostrarmos que não ficamos aquém das top models etíopes, passamos fome, gastamos rios de dinheiro em perfumarias e torramos o cartão de credito em roupas de autor.

Também acuso aqui a falta de criatividade dos homens... porque é que se limitam a ver-nos como somos?

Porque é que não vêem o nosso potencial? É obvio que entre nós e aquela lambisgóia, que insistem em achar o máximo, a única diferença é o tempo que demoramos a sair de casa.
Nós, bem produzidas, somos até bastante mais engraçadas.

@Richard Avedon

Por isso é que as mulheres olham com desdém para as operações plásticas.
É como se fosse uma batota no jogo. No fundo, a única coisa que queríamos era ser avaliadas assim que saímos da cama. Sem make-up, roupa fashion ou trabalho de profissional.

Mas se os homens exigem que sejamos Angelinas Jolies porque é que as mulheres não exigem que os homens sejam Brads Pits?

Os homens julgam pela imagem, as mulheres têm exigências diferentes: estilo, presença, sentido de humor, determinação, etc.

Ainda não consigo perceber bem quem é mais exigente...

Os homens querem namoradas para mostrar aos amigos, as mulheres querem "homens-ostra", onde a pérola é um segredo só delas.

Porque é que nós compactuamos em ser mostradas?

Se todas fizéssemos greve à produção, será que a mania passava?
Havia alguma fura greves?
A fashion TV acabava? A moda acabava?
As mulheres iam-se dar bem para sempre?

... mais importante ainda... Tinha graça?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Racismo

Juro a pés juntos que não me entra o conceito de racismo...
Parece qualquer coisa do género: travar uma locomotiva com... uma pessoa (?)

Nesta aldeia global, o "ser" do futuro será moreno (proveniente de negros e árabes), obeso e flácido (proveniente da cultura caucasiana) e com os olhos em bico (proveniente da raça asiática)...

Qual seria a alternativa? Convertemos o ser humano em "ratinhos de laboratório" em que fazíamos um "isolamento de culturas"... brancos para um lado, pretos para outro, chineses noutro???
Querem travar a tendência??? Então serão a pessoa em frente da locomotiva...

@Lachapelle

Quem quiser que fique nesse mundo, eu gosto de andar livremente de um lado para outro... conhecer pessoas e cultura diferentes. Só isso me faz "abrir os horizontes" mentais em vez de ficar confinada à mentalidadezinha local...

Além disso basta abrir qualquer revista de moda para compreender que as criaturas mais bonitas do mundo provêm de uma grande "salada russa" de culturas.

Pessoalmente, estou-me nas tintas para a cor de pele impressiona-me muito mais a falta de educação. Isso sim tira-me do sério.
... e isso amigos, há em todas as cores e feitios.

A título de exemplo, em Lisboa fujo de todos os grupos de 20 pessoas que usem bonés, calças descaídas e que andem a gingar as ancas com a atitude "é tudo nosso".
O que querem?
Faz parte da evolução. Sei que passar ao pé deles a probabilidade de ser assaltada ou coisas piores é muito superior à média comum.

Também não me agrada passar ao lado de um grupo de "meninas da linha" porque sei que vou levar com aqueles olhares tipo "scan" que oscilam entre inveja, cochicho e risadas histéricas.
"Meninas da linha" é um tom de pele?

Para mim racismo assenta em critérios de comportamento, ponto.

Distinguir alguém pela "embalagem" é tão redutor como o comportamento das "meninas da linha". Para quem quer ser assim... força! Preparem-se é para levar com todo o meu "racismo"...

PS: ... e não me venham com merdas de não se diz "preto", eu sou caucasiana e toda a gente me chama "branca", inclusive já vi escrever no telemóvel "Alexa Branca" :P

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Reality will kill me

Para uma romântica inveterada como eu, nada me tira mais da "onda cor-de-rosa" do que uma boa dose de realidade.

Com tanta coisa real na vida, o emprego, as contas, as hipotecas, etc. quem precisa da realidade no amor?
Passamos 8 ou mais horas com pessoas que nos calham na rifa para trabalhar mas aquela pessoa com quem consumimos a cabeça a arranjar, afinar, conquistar e manter, umas parcas 3h por dia (se tanto).

Imaginem que essas míseras 3h são perdidas com máquinas de roupa, quem vai aos correios amanhã ou quem é suposto lavar a loiça... onde fica o espaço para o romance?
No estendal, nas burocracias e na pia?

Acho preferível comerem menos vezes fora e investirem o dinheiro numa empregada doméstica.
Conselho de amiga, não é "dondoquice", é uma necessidade real para salvar a relação.

Se cada vez que estivermos com os colegas de emprego falarmos de coisas "intelectualmente estimulantes" e cada vez que estivermos com o nosso "princípe encantado" falarmos de trivialidades, porque é que não escolhemos o primeiro que nos aparece?

Tantas horas a tentar decifrar quem é o tal, tanto choro, tanta discussão e depois da conquista queimamos o tempo a atirar a relação para o plano das tarefas domésticas e para o reino das coisas sem importância.

Para mim, o momento em que metemos a chave na porta é o momento em que depositamos as armas e deixamos cair a máscara.
Longe das guerras do dia, as mulheres podem transformar-se em Vénus e os homens em Adónis.
Já imaginaram a Vénus a dizer: "querido, vais estender a roupa?" ou Adónis, na sua esplêndida forma física, a insistir que lavou a loiça ontem e que hoje é a vossa vez?


Quem prefere receber um telefonema a meio do dia para passar pela lavandaria em vez do piroso "I just call to say I love you"?

Bah para afazeres! Tenho milhares de "to do lists" para provar que sou uma mulher real, com preocupações reais. Quero (bem à moda de Marion Zimmer Bradley) encarnar a deusa e libertar o alucinante mundo da fantasia.
... que se empilhem os pratos sujos, que a roupa limpa se esgote mas que a paixão reine no sítio onde sou somente eu, sem nenhum recurso ao artifício.

@David Lachapelle


Deixem-me lá brincar outra vez, como na infância, aos castelos na minha casa... ninguém de fora vai descobrir.
Imaginem o meu gozo quando chegar ao emprego no dia seguinte e encarar os meus colegas de trabalho... posso pensar para mim "vocês não sabem mas lá em casa sou uma princesa e vivo com um príncipe! Agora voltem a teclar no vosso computador e sintam-se importantes... Ahahah".

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A luta é alegria?

O conceito de luta para que uma relação singre ainda me confunde. Não se iludam, sem um nadinha de espírito de sacrifício e alguma persistência, não há relação que se aguente.

É um ponto assente que o primeiro instinto de atracção do sexo masculino está relacionado com sexo. Uma vez por outra apaixonam-se... nesta fase até são bem capazes de fazer um esforço extra no processo de cortejamento.

@ Phillipe Halsman

Quando os problemas surgem, quais ratos, são os primeiros a abandonar o navio. Todas as juras, promessas e confissões não valem o tempo que se dispendeu a dizê-las.

Fui educada no ideal que os homens são fortes, estáveis e determinados. Capaz de derrotar inimigos e conquistar mulheres sempre com a mesma avassaladora convicção.
Às mulheres cabia o papel de seres sensíveis e emocionais, que choram a ler o "Monte dos Vendavais" e têm crises de temperamento.
As mulheres choravam, os homens não...

Hoje em dia os homens choram e isso fez com que ficassem confusos sobre que papel ocupar sentimentalmente. Choram... mas em surdina, escondidos do mundo. Quando o fazem em frente de uma mulher, sentem que têm que ser desculpados de tudo. "Pronto, conseguiste, estou a chorar! Agora cala-te, por favor."

Do papel inicial, não resta nada. Já não nos protegem e já não compreendem as nossas fragilidades sentimentais.
Não procuramos bruta-montes, até porque esses falham redondamente na tarefa de nos compreender. Não procuramos um homem que só nos compreenda... porque esse é normalmente gay.

O que é que as mulheres procuram num homem?
Procuramos somente homens sensíveis que lutem pelo que acreditam. Se nos amam, arregacem as mangas e sejam consistentes. Se as mulheres se perdem em dúvidas e devaneios emocionais, cabe aos homens manterem a fibra e não perderem o Norte.
Lutámos pela igualdade de direitos, não pela igualdade de sentimentos. Somos diferentes e neste momento o que nos atrai também é o que nos repele.

Não considero este ponto de vista nem feminista... nem machista. Trata-se apenas de um reajuste sentimental em relação ao novos papéis sociais... de ambos os sexos.
Os homens já não saem para caçar, as mulheres já não ficam a recolher bagas. Temos as mesmas ocupações... e são as nossas relações sentimentais sofrem com isso.

Os homens já não lutam pelas mulheres porque acham que isso está obsoleto, porque os coloca numa posição frágil e quem sabe, até os pode fazer chorar.

Curiosamente, no meio da tempestade emocional, a sociedade criou Scarlett O'Hara's, masculinos de quarenta ou trinta anos, que preferem compadecer com o orgulho, refugiar-se em medos e sofrer de dentes cerrados, do que entrar na batalha de peito aberto.
Preguiça? Orgulho? Falta de coragem? Falta de determinação?... não sei bem...

Neste momento, só as mulheres, no seu novo papel de mulheres-faz-tudo, lutam pelo o que sentem. Não se acobardam, porque cobardia é algo não permitido às neo-mulheres.
... é que aqui que a coisa corre mal...

Primeiro, continuamos (por mais que nos custe admitir) emocionalmente frágeis.
Segundo, por ainda procuramos um homem à antiga, uma criatura que nos proteja e lute por nós... e havemos de continuar assim para sempre... até descobrirem o cadáver mumificado de algum... algures no pólo Norte...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Carrinhos-de-choque sentimentais

Temos todos um nadinha de bruxos no que se refere a relações sentimentais.
Principalmente no início, há sempre duas perguntas a correr em background na nossa mente "será que isto vale a pena?", "será que isto vai resultar?".

Quanto mais "escaldados" estamos, mais estas perguntas se tornam sonoras. Quem disser que não... mente com todos os dentes.

Escusado será dizer que à mínima desconfiança ou palavra mal escolhida, as sinetas de alarme disparam e um risinho irónico ecoa na nossa cabeça... "eu bem te avisei, sua idealista tonta".

Quanto mais a nossa vida e idade avança, mais temos a perder, logo, mais fortes as vozes internas se tornam.... até ao ponto limite, onde nos tornamos imóveis por medo.

Começar uma relação tem muitos prós e demasiados contras.
O estado inicial de paixão é idílico, não há defeitos, só há virtudes e uma demência sã. Depois há a partilha de experiências, a necessidade de viver experiências em conjunto, as juras eternas de amor, as promessas que vamos escutar, vamos fazer, vamos compreender... tudo prós, portanto.

Há também o lado obscuro dos contras, é preciso encaixar, logo, há que limar arestas em ambos.
Mas quando já vivemos demasiadas relações, ainda conseguimos limar alguma coisa? ou já estamos vencidos pela erosão?
Se passarmos a vida a limar arestas não acabamos em pó?

Por isso, é que no meio deste "encaixe", há uma guerra surda-muda em mantermos a nossa personalidade. Há pontos de não-concessão e há defeitos da outra pessoa que ela interpreta como traços de personalidade.

Até onde abdicar?
Rejo-me pela regra do "meu" bom-senso. Abdico até ponto onde não comprometo a minha felicidade. É por isso que mudo de relações, é por isso que me apaixono e me desapaixono... para ser feliz.
Se isto for posto em causa, negócio fechado...

Quando tentamos encaixar à força criamos feridas. Não é bem uma tentativa de encaixe... é mais uma colisão. Com o tempo algumas mazelas tornam-se tão profundas que qualquer cicatrizante, vindo da criatura com quem estamos, se assemelha mais a sal que outra coisa qualquer.

... e é aqui que a maioria dos trintões e quarentões se encontram, a colidir caoticamente com as pessoas que cruzam as suas vidas, na esperança que algum encaixe por milagre.

@ Jaques Henri Lartigue

Cada vez nos magoamos mais e cada vez recorremos menos à lima.
Os pontos de não-concessão aumentam e as vozes desconfiadas ganham megafones.