sábado, 6 de agosto de 2011

Does size matters?


Os homens e a mania dos tamanhos!! Todos os homens, mesmo aqueles que nem chegam ao tamanho médio, gabam-se de ser enoooormes.
Deve estar relacionado com a mania das grandezas masculina... ter uma “gaja boa” para os amigos verem, ter um “bruta” carro, ter um pénis gigantesco...

Até aqui dava um desconto e passava ao lado... mas a partir de momento em que ouvi “raparigas modernas” a jurarem a pés juntos que “grande é que é” decidi ser “risqué” e opinar sobre esse assunto...

Meus caros, essa teoria de que “quanto maior melhor” só existe na vossa cabecinha.
Pessoalmente acho que não há tamanho que vença a falta de técnica. Seria a mesma coisa que dar um ferrari a alguém que não tem carta...

Juro que não compreendo o alarido em torno desse tema. Algumas vezes até vi esse assunto ser defendido por mulheres... o que me confunde ainda mais.

 @Pierre et Gilles

A não ser que a mulher em causa tenha passado por uma pilha de partos naturais ou que seja geneticamente gigante, o tamanho médio europeu serve perfeitamente para o propósito. Com talento suficiente deixa uma mulher contentinha, sem talento não há tamanho que valha... e nesse caso os "maiores" até deixam recordações muito pouco agradáveis.

Também já ouvi dizer, que tal como os homens, a anatomia da mulher varia conforme a raça. As africanas são mais profundas, as chinesas menos profundas e mais estreitas... não consigo afirmar ou desmentir. Só nasci mulher europeia, nunca vou nascer outra coisa qualquer (e não acredito na reencarnação)...

Para mim, tamanhos gigantescos, são desconfortáveis e limitadores.

Associo sempre o tamanho médio a anúncios de tampões. Tal e qual como vimos na TV: dá para ir à praia, dá para andar a cavalo, dá para todas as finalidades. Non-stop fun durante horas e horas.

Não me venham com tretas (mesmo as senhoras), tamanhos grandes não dão para todas as ocasiões... e o “fun” fica limitado a umas horitas quanto muito.
A não ser que haja um fetiche qualquer associado a dor, chega a um ponto em que as limitações anatómicas são imperativas e o “fun” tem que acabar. 
Algumas posições do Kama-sutra deviam vir com uma nota de rodapé "não aplicável a tamanhos superiores a XX cm".

Pénis grandes fazem-me lembrar aquelas bonecas com cara de porcelana na casa da minha avó... tão bonitas e perfeitinhas mas nunca podia brincar com elas...


Para quê tanta histeria em torno deste assunto?? Por favor... até chegarmos à hora H nunca sabemos mesmo o que nos vai calhar na rifa.


Ok, há tamanhos absurdamente constrangedores em ambas as extremidades da escala. Normalmente, por melhor actriz que se seja, está espelhado na nossa cara... "e agora? o que é que faço com isto?"... mas isso são as excepções e não a regra.
Tiveram azar, é como comer maçã com bicho... deita-se fora e escolhe-se outra!

Não fiquem obcecadas (ou obcecados) com pormenores métricos. Arregacem as mangas, abram o google (ou literatura de referência) e aprendam TÉCNICA, repito TÉCNICA! Isso sim dá felicidade "extra"...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sorria... "click"... apaixonou-se...

Não sei antecipar racionalmente o fenómeno.
De repente "click" e estou apaixonada, não creio que seja um princípio racional porque por vezes acontece sem que haja diálogo.

Tanto me aconteceu no meio de uma conversa com um amigo, um tom certo de voz? a luz correcta?... e "click". Não sei bem como, nem porquê... mas que aconteceu, aconteceu... Sinto, é físico.

Como me aconteceu sem nunca ter falado com a criatura, ok, aqui admito que foram os maiores "espetanços" da minha vida...
Este "click" sem conversa prévia, deve ser o que as pessoas chamam erradamente de "amor à primeira vista".
De amor tem muito pouco, atracção, desejo... talvez...

O "click" é tramado, não é propriamente um momento kodak... não, este "bate" e perdura.
Acho que a imagem mais correcta, perdoem-me a piroseira, é a do miúdo regula com asinhas nas costas e munido de flechas... Sim, o cupido. Eu avisei que ía ser piroso...

@Lachapelle

O sacana dispara, acerta-nos e estamos não sei quanto tempo a sarar a ferida.

Mesmo as pessoas "invencíveis" têm um calcanhar disponível para a flechada com o Aquiles. Ninguém escapa!!!

A teoria do cupido é perfeita para explicar o "click on" mas não funciona bem para o "click off".
O "click off" não é uma convalescença gradual, como sugere a teoria da flecha, é um instante em que nos apercebemos que o feitiço se quebrou e estamos finalmente libertos!

Não sei se há volta a dar, penso que não. Para mim, para reatar, é necessário mais uma flechada (ou uma rajada delas dependendo do tipo de separação que foi).

Desta maneira é fácil saber até onde devemos lutar numa relação, vamos sempre até ao "click off". Quando é para desistir sabemos... ou melhor sentimos, a maneira de ver a pessoa muda, até pode ficar o carinho mas a química vai-se...

É pena que este fenómeno não seja previsível. Há pessoas perfeitas com quem o click não se dá e há pessoas que são exactamente aquilo que mais detestamos num parceiro e o sacana do cupido decide por-nos à prova.

Por mais que estejamos alerta, com metralhadora em punho para caçar a criancinha com asas e sorriso trocista, ele foge sempre (ou é à prova de bala).

Portanto, rendam-se, não stressem e aproveitem as "flechadas"...

domingo, 31 de julho de 2011

A "quebra do feitiço"

Na fase inicial a paixão é um conto de fadas.
Está provado que a mãe natureza abençoa o início das relações. Como?
No início da paixão o nosso cérebro bloqueia o nosso espírito crítico em relação aos nossos parceiros. Ou seja, ficamos ceguinhos e nada parece mau na pessoa amada.

Passado este período de "transe", o feitiço é quebrado e vem o "stress real" da relação.

Os pequenos hábitos, aos quais no início até achávamos graça, subitamente perdem a piada. Perdemos a vergonha de dizer o que gostamos menos e aparecem as primeiras discussões.... não são bem discussões, chamemos-lhe um "medir forças".

Na verdade, ambos queremos saber o quanto a pessoa gosta de nós - e o que é mais maquiavélico - até onde o nosso querido está disposto a abdicar de coisas por nós.
Não consegui descobrir efectivamente se com os homens se passa o mesmo fenómeno mas pela minha experiência pessoal... sim.... sem sombra de dúvida.
@Helmut Newton

Estará ele disposto a abdicar do jantar semanal com a mãezinha para vir ao cinema connosco? Nós versus "a sogra", em que posição é que ficamos? Quem diz a sogra, diz os amigos, familiares, colegas, cão, gato, periquito, etc. Enfim, queremos saber exactamente qual a nossa posição no ranking de afecto.

Assim, visto de fora, parece óbvio que o mais inteligente seria deixar a coisa ir por si mas no calor do momento não há outra saída, temos que colocar as garras de fora e tirar a coisa em pratos limpos. Quanto mais deixássemos a coisa andar, mais probabilidades de ficarmos bem cotados no ranking... mas enfim...

A quebra do feitiço para mim assemelha-se a um apagar de um fogo... mas em vez de usarmos cobertores, terra ou espuma... utilizamos água.
Faz um vapor de água danado, faz barulho e deixa-nos os olhos turvos.

Na fase de "quebra" são possíveis os seguintes cenários:
- a pessoa está bastante aquém das nossas expectativas e não lhe vemos gracinha nenhuma... a relação fica por ali. Evitamos os sítios onde essa pessoa pode estar e temos uma vergonha secreta de nos termos "enrolado". Culpamos os factores externos como: o álcool, o stress, a ocasião, entre outros maravilhosos e pouco credíveis argumentos.

- a pessoa está aquém das nossas expectativas no afecto que demonstra (no fundo é só uma questão de posição no ranking). É aqui que começam as discussões, lamúrias e chantagens emocionais. Enlouquecemos, tornamo-nos neuróticas possessivas e necessitamos imediatamente de um valente par de estalos. As piores relações começam quase sempre desta maneira.

- a pessoa iguala ou supera as nossas expectativas, continua um certo fogo, digamos uma fogueira. Já não é um fogo potente que encandeia e sufoca mas uma coisa perfeitamente saudável para usufruir do dia-a-dia. Aquece, reconforta mas não chateia. Pode começar a pensar-se num hipotético futuro, porque o futuro até parece risonho. O sorriso nos lábios mantém-se e a sogra até é amorosa.

Aconteça o que acontecer, é na fase de quebra do feitiço que se traça o futuro da relação... Penso, quase garanto, que é importante desenhar este período a régua e a esquadro.

Alguns t.p.c.'s, incluem:
- Anotar as pequenas coisas que com o tempo  se podem vir a tornar um problema - conseguimos viver com elas ou são insuportáveis?
- Avaliar a proximidade do nosso amado com as pessoas que não gramamos nada - vamos conseguir despender essa quantidade de tempo com esse "asno"?
- Determinar o grau de dedicação ao emprego: pressupõe viagens frequentes? muitas noitadas? vive cercado de loiras tentadoras e disponíveis? - estes factores serão dores de cabeça pelo menos 8h/dia.
- Qual o ritmo de vida e os objectivos para o futuro? - caso não tenham objectivos comuns, vale a pena o esforço do ajuste dos nossos objectivos?
- Gosta mais de campo ou de cidade? - ritmos diferentes de vida, a longo prazo, são um grande problema.
- Gosta mais de cães, gatos ou nenhum das anteriores? - porque sim!

Podemos responder com detalhe e rigor a todas as perguntas, avaliar o impacto no futuro e verificar se é uma coisa com a qual podemos "viver com"... mediante algum esforço...

 ... ou então, podemos fazer o que a maioria das pessoas fazem... deitam tudo pelos ares e apaixonam-se pelas pessoas erradas... vezes sem conta, sem qualquer ideia de futuro...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Poupadinhas

Há uma coisa que sempre me fez espécie. Observei este comportamento desde a minha infância mas também é compreensível, cresci com especialistas...

Tanto a minha avó como a minha mãe pertencem à realeza de uma estirpe a que chamo "as poupadinhas".

As poupadinhas são o mais próximo que temos das mulheres primitivas. Agora, em vez de recolherem bagas, recolhem serviços Vista Alegre e copos de cristal. Em vez de preencherem os buracos da gruta, preenchem louceiros e móveis de preciosidades que só vêem a luz dos candeeiros da sala de jantar uma meia dúzia de vezes na vida.

@Annie Leibovitz

Toalhas bordadas à mão, rendas que faziam parte do enxoval... nunca compreendi este conceito...

Mas estes itens melhoravam a qualidade de vida? Não, não é para isso que estes artigos são coleccionados.
As "peças estrelas" não são só objectos decorativos, são "objectos de posse", é importante sentir que os têm mas apenas podem ser utilizados caso hajam visitas em casa ou caso seja um dia festivo.

No dia-a-dia quanto mais se poupar melhor... IKEA serve perfeitamente. Uma dúzia de copos 1 euro? Pode ser... mas para as visitas... luxo e pompa.

Será que querem iludir os outros que "lá em casa é sempre assim"?

... e porque é que as visitas esporádicas tem melhor tratamento que os "clientes frequentes"?
Não devia ser precisamente ao contrário?

Penso com carinho no serviço de talheres de pratas que os meus padrinhos e os meus pais coleccionaram com tanto afinco durante a minha infância. Quando eu queria um bem perecível, como uma barbie, recebia o garfo e faca de peixe!

Neste momento, o fantástico serviço, que ocupa um espaço descomunal, está trancado numa arrecadação qualquer porque não cabe na maioria das casas actuais.
Também não estou a ver muitas mulheres modernas a saírem dos empregos a tarde e a más horas e começarem a arear as pratas...

Prefiro 200 vezes a história do penico de ouro do Gabriel Garcia Marquez... ao menos era usado...

Sem querer dizimar aqui todos os ícones clássicos, outro conceito inexplicável é a "roupa de andar por casa".
Se a casa é onde abandonamos as máscaras e libertamos o nosso verdadeiro eu... porque é que esse "eu" tem que ser maltrapilho?

... Isto nunca se aplica com visitas. Nunca! Para as visitas sempre o nosso "melhor ar".

Se o lema se aplicar: a minha casa é o meu reino, não coroem outra pessoa que não seja vocês próprios.
Vá lá! Toca a abrir a cristaleira e vestir o melhor vestido de noite... a pizza deve estar quase a chegar...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Queres tempo? Dou-te 1 segundo!

Baralha-me a ideia de "dar um tempo".

Numa sociedade em reboliço como a nossa, em que tempo é o bem mais-que-precioso, dar um tempo pode custar mais que diamantes.

Normalmente, as pessoas sensatas dão um tempo. É cool. Mostra maturidade, necessidade de reflexão e uma vontade de organizar sentimentos.
Portanto, tudo o que uma pessoa devia ter: maturidade, atitudes reflectidas e sentimentos esclarecidos.
BRAVO!
... para mim... treta!

Dar um tempo é uma perda de tempo. Tempo, que poderíamos estar a usar para orientar a nossa vidinha... mas não, preferimos ficar em estáticos, em stand by.

Não tenho alma de pudim francês, a noção de banho-maria não me agrada.

Não vou ficar na prateleira, como um ursinho de pelúcia bem comportado, até decidirem se querem continuar a brincar comigo ou se me vão ceder aos "pobrezinhos".

Sou resolvida:
Gosto = Gosto
Não gosto = Não gosto
Gosto = Ando (ou luto por andar)
Não gosto = Acabo (ou não começo)
Não sei = Acabo, se fôr caso disso, volto (ou luto por reconquistar)

Não meto ninguém com a vida sentimental congelada.

@Salvador Dali

Além disso, o que quer dizer "dar um tempo"?
As regras não são explícitas. Em alguns casos envolve exclusividade mas há milhares de pessoas que argumentam que o que fizeram não conta como traição porque estavam a "dar um tempo".

Portanto, se o compromisso "continua activo" ou não, depende da interpretação de cada um.
Muitas vezes (ou quase todas), quem pede um tempo quer exactamente isso... "dar umas voltas" sem ter que abdicar da pessoa com quem estão... honesto... portanto...

Noutras alturas, a sugestão é atirada como uma espada, no meio de uma discussão, (tipo "bluff") e a resposta da outra parte é "talvez seja melhor".
Exactamente o contrário do que a pessoa que lançou o repto pretendia. Engole-se o sapo e liga-se no dia seguinte como se nada fosse, pelo menos até à próxima discussão...

Há também quem não tenha intenções nenhumas de voltar, apenas falte a coragem necessária para mandar a relação para as "pastagens eternas".
Normalmente, nestas circunstâncias, a outra parte agarra-se à ideia de "dar um tempo" com esperança. A esperança de que seja apenas insanidade temporária...

Qualquer que seja o motivo, há sempre qualquer coisa de passivo no conceito de "dar um tempo".
Antes de mais, não se pode lutar enquanto se está a "dar um tempo". Dar um tempo implica distanciamento.

Pessoalmente, eu não estou a ver um filme. Não posso carregar no "pause" e assistir ao resto mais tarde. Estou a viver uma relação e não se "pausa" sentimentos.

Quando se gosta, gosta-se... e temos um medo incomensurável de perder a outra pessoa. Não a deixamos "solta" para que alguém a "agarre".

Quem ama cuida e protege... não se afasta.